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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Virei criança no vulcão Villarica! (Feliz Dia das Crianças atrasado!)


Oi, pessoal! Bom dia! Eu queria ter colocado esse vídeo no blog ontem (devido ao dia das crianças), mas eu estava lá no Caparaó, em Minhas Gerais (as leitoras que estão me seguindo pelo instagram já sabiam disso).
Bom, resolvi dividir essa pagação de mico com vocês para provar que eu me diverti MUITO lá no vulcão Villarica, ainda que eu não tenha chegado até o topo. Cada um se diverte como pode (e gosta), não é verdade? E garanto que poucas pessoas teriam tido essa coragem, de cantar Frozen na frente de todo mundo, cheia de asma e errando a letra da música de vez em quando, rsrsrsrsrsrsr.

Na verdade, eu fiz a coisa de caso pensado e era pra ter sido algo muito mais elaborado. Ocorre o seguinte. Aqui no condomínio onde moro, Gabriel deve ter uns 20 amiguinhos. E esse ano, a maioria das festas das meninas tinha esse tema (que eu adoro!), Frozen. 
E eu e Gabriel sempre somos os mais empolgados quando chegam as princesas Elsa e Anna.
Como eu não estava empolgada para ir ao Chile, uma das mães, amiga minha, deu a idéia, meio assim de brincadeira: "Relaxa, Lu. Faz o seguinte, sobe o vulcão com o Adolfo e aproveita pra cantar Lei It Go lá em cima!".


A sugestão caiu como uma luva, e eu corri pra Ali Express para encomendar uma roupa de Elsa, tamanho adulto. Olha o vestido AQUI. Mas como decidimos essa viagem com pouca antecedência, não encomendei, pois não chegaria a tempo. Ainda arrumei uma pessoa para editar o vídeo e colocar aqueles raios saindo da minha mão, para a coisa ficar mais realista ainda.

Mas sem o vestido, desanimei. E quase não "fiz a performance". Porém, quando cheguei lá em cima, eu tinha a música gravada no meu celular, tinha um monte de neve, tinha a vontade e tinha a princesa (no caso, eu, kkkk). E aí fizemos a bobeira, só pra mandar para a criançada do grupo. Para a minha surpresa, mesmo sem estar com o vestido, as meninas adoraram ver a "Tia Lu" fazendo o Frozen na neve.

Também fiz um outro vídeo, com um boneco de neve (o Olaf), mandando um recadinho para cada amiguinho do Gabriel que anda com "problemas de comportamento". Ele (no caso, EU) falava mais ou menos assim: "Oi! Eu sou o Olaf! Eu gosto de abraços quentinhos! E você? Ah, já sei! Você gosta de arrumar seus brinquedos depois de brincar, não é? E gosta de obedecer a mamãe! Que legal! Então, quando o verão chegar, eu vou aí no Brasil te visitar....".


Eu e Olaf.
Muita CORAGEM, não é verdade?

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Porque eu não subi o vulcão Villarica


Meu marido começou a ter umas idéias loucas a respeito de escalar um vulcão. Estava querendo um pouco de emoção na vida, acredito eu. Ele falou isso uma vez, duas, três, aí eu me convenci de que ele estava falando sério. E fiz essa cara:



Porque, gente, escalar vulcão, ou qualquer coisa maior que um quebra-molas, não é a minha praia. Primeiro, tem tudo pra dar errado. Vulcões são altos, escorregadios (quando existe neve), e imprevisíveis. E eu não estou com tempo pra me recuperar de uma fratura, deitada numa cama. Sem contar que minha vida já é cheia de fortes emoções com o Gabriel. Mas, boa esposa que sou, fui pesquisar sobre a subida do vulcão Villarica, em Pucón. Porque talvez eu pudesse estar exagerando na frescura. SÓ QUE NÃO. Li alguns blogs sobre essa escalada, e enquanto lia, minha cara estava assim:


Eu pensava: "Ééééééé....Não vai rolar."
Vou ser sincera. Cinco horas de subida. Imagine que fosse só andar pra frente. Já seria meio sinistro. Mas não, é uma subida. E íngrime. Agora, acrescente neve, e tudo o que vem junto com ela. Roupas especiais (que pesam), botas específicas (dão bolhas), instrumentos para se agarrar neles caso a pessoa deslize (que você não vai conseguir segurar caso precise)... E elas deslizam. Um brasileiro faleceu esse ano fazendo essa brincadeira. Leia sobre isso AQUI.
E tem mais. O vulcão é ativo. Não é daqueles borbulhantes, nem nada, mas solta vapores (e nunca se sabe). Vapores venenosos, mal cheirosos, com enxofre. Não vou nem cogitar a possibilidade do cidadão tropeçar e cair dentro da cratera.


Pensei com meus botões... Não vale a pena não. Os poucos que conseguem subir, nem podem ficar lá durante muito tempo. E como se não bastasse, precisam descer na base do esqui bunda. E esse negócio pega uma velocidade considerável (a volta é beeeem mais rápida!). Não tem freio. E o caminho é cheio de pedras, que obviamente eu não seria capaz de desviar. Ora, no Brasil, nossa bunda vale ouro! Eu que não vou botar a minha a perigo, por tão pouco. Sendo assim, decidi:


Não vou. Ok, vou perder a aventura. Vou perder as fotos fantásticas. Não vou poder contar vantagem pra ninguém. Provavelmente, vou me arrepender dessa decisão para o resto da vida. Não vou ter história para contar pros meus netos. Mas gente! Pelo menos eu vou estar viva para poder TER netos. E sabem o que é pior????


Perdi uma ótima oportunidade de dar uma de esposa aventureira e companheira, porque no último minuto, eles não puderam subir o vulcão por causa das condições climáticas. Se eu dissesse que ia, teria dado uma de poderosa e não precisaria subir porcaria nenhuma de vulcão.

Mas esse pessoal aqui encarou o desafio.
Confira AQUI, e AQUI.
E sobreviveram!!!


Quem somos nós:

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minhapele@ig.com.br, Rio de Janeiro, Brazil
Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.

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