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sábado, 31 de janeiro de 2015

Irritando Luciana: Exagerou ao sol? :-(

Vocês não podem calcular como fico revoltada, quando uma pessoa me liga ou aparece no consultório com queimadura solar. 


Em pleno século XXI, justamente quando dispomos de um verdadeiro arsenal para evitar que isso aconteça, tais como, protetores solares poderosos, roupas anti-uv, barracas anti-uv, chapéus que são praticamente sombreiros mexicanos (por falar nisso, perdi o meu), proteção solar ORAL, óculos que bloqueiam os raios UV, sem falar na informação sobre os efeitos da radiação, isso ainda acontece.

Claro que cada caso é um caso. De repente você se encontra preso num lugar onde não esperava pegar tanto sol. Ou então seus amigos sem noção detonaram o seu protetor solar e quando você percebeu, era tarde demais. Sei lá. Só sei que ainda hoje, essa é uma queixa razoavelmente comum.

E as "desculpas" que escuto?

- "Mas eu passei o dia embaixo da barraca!" 
-> Devia ser transparente

- "Estava um mormaço...nem senti nada..." 
-> Ainda assim precisa passar o protetor, e reaplicar

- "Juro que reapliquei o protetor solar.."
-> devia ser FPS 30 ou até 15. e reaplicou quantas vezes? Uma?

- "Não sei como isso foi acontecer! Eu estava de chapéu, protetor, fiquei embaixo da barraca..."
-> E Papai Noel existe.

Bom, terminada a minha "bronca" virtual, só me resta te ajudar, não é verdade?


Então vamos lá. Seja lá por que motivo for, você pegou sol demais. A capacidade de seus melanócitos de produzir melanina não foi suficiente para defender o DNA das suas células da imensa quantidade de radiação que você recebeu.

Seu DNA foi danificado e vamos torcer com fé, para que suas enzimas reparadoras do DNA sejam capazes de evitar que você tenha um câncer de pele no futuro. Mas o futuro não te preocupa nesse exato momento. Agora, o mais importante para você, é aliviar essa ardência infernal, que começa a acontecer entre 2-6 horas após a exposição solar, e que pode durar até 48 Hs.

Sua pele está vermelha e quente. Você está desidratado e pode sentir um pouco de tontura. Procure beber bastante água, de preferência gelada, para tentarmos diminuir a temperatura do seu corpo.

Para a ardência, ou seja, a queimadura solar, tudo vai depender da profundidade dela. Se foi superficial, se só está vermelho, algumas medidas simples podem te ajudar. Se foi profunda e você está com bolhas, sua situação é mais grave, procure um médico.

Existe uma antiga receita da vovó, que manda misturar maisena com água gelada e aplicar compressas dessa mistura no local. Realmente esse método ajuda.

Para quem prefere comprar algo pronto na farmácia, recomendo este produto:


Vocês podem deixar dentro da geladeira e aplicar na pele sacrificada.
Nos Estados unidos, eu gosto de comprar Solarcaine (não porque eu precise disso para curar queimaduras solares, mas porque a lidocaína em spray alivia minhas crises de urticária. A coceira diminui na hora!).


Dependendo da dor e do seu edema, seu médico poderá lhe prescrever antinflamatórios.
Agora que você já se tratou, é só esperar o tempo fazer o resto. Provavelmente você irá descamar daqui a uns três dias, e se isso acontecer, por favor, não fique puxando as peles que se soltam.


domingo, 10 de março de 2013

Irritando Luciana: Pontualidade


Se vocês perguntarem para algum dos meus alunos, eles vão confirmar que eu não ligo se eles:
1) Colarem nas provas (quem não cola, não sai da escola, rs).
2) Errarem nos diagnósticos (eles estão lá para aprender com os seus erros).
3) Esquecerem o jaleco em casa (desde que usem um descartável, que o hospital oferece, e que não é fashion).
4) Escolherem um tema chato para as suas monografias (mesmo sendo eu a orientadora).
5) ______________________________  (dificilmente alguma coisa me irrita).

MAS....
Repito, MAS...
Quando eles chegam atrasados, não encontram uma professora. Eles se deparam com o próprio demônio fazendo peelings. 
Eu não aceito nenhuma desculpa de um aluno que se atrasa. Pode culpar o trânsito, a falta de ônibus, a enchente, o pneu do carro que furou, nenhuma dessas explicações procede.
Sabem porque?
Estou formada há dez anos. E nunca na minha vida eu me atrasei para nenhum compromisso profissional.  NUNCA.
Seria mágica? Ou será que eu tenho um helicóptero que me leva de um lugar para outro, num passe de mágica? Teria eu, poderes para me teletransportar? Nada disso. 
EU ACORDO CEDO. Muito cedo.
Eu me programo para chegar aos meus compromissos com uma hora de antecedência. O meu pneu já furou, sabem? Duas vezes. E eu já me perdi a caminho de um hospital que ficava lá onde o vento fazia a curva. Um dia, meu carro não ligou porque a bateria havia arriado. E no outro, devo confessar, tive um problema intestinal daqueles. Inacreditavelmente, nenhum desses dissabores conseguiu me fazer chegar atrasada nos meus compromissos. Um dia, eu cheguei no consultório faltando cinco minutos para a primeira consulta e esse foi o meu record de atraso. 

Estou falando de alunos, mas minha irritação com atrasos vai muito além da sala de aula (no nosso caso, consultório de aula, rs).
Quando um paciente se atrasa (às vezes é inevitável, eu sei), ele está condenando minha agenda ao atraso pelo resto do dia. Isso significa que vou passar o resto das horas me desculpando com todos os outros pacientes a respeito do atraso do primeiro. A não ser que eu consiga reverter essa chateação, o que pode ser uma arte. Isso é comum de acontecer nos dias de laser. Acho muito deselegante um médico se atrasar.

Outra situação irritante, é quando marcamos um encontro com um grupo de amigos, chegamos na hora marcada, e tem sempre um engraçadinho que chega quando todos já estão se preparando para ir embora. Aí fica aquela situação chata, e acabamos nos demorando mais tempo, mesmo que a hora tenha avançado, e o nosso glúteo esteja achatado e dormente de ficar sentado. E geralmente precisamos acordar cedo no dia seguinte (pelo menos, EU preciso).

Também acho difícil aceitar que nossos prestadores de serviço (entre eles, nossos empregados domésticos) cheguem atrasados. A desculpa de morar longe não funciona comigo. Eu pegava quatro ônibus para chegar à faculdade e, novamente, nunca me atrasei para nenhuma aula em toda a minha vida. O meu percurso durava em média três horas, e eu sempre cheguei pontualmente às oito da manhã. Sim, eu acordava de madrugada e nunca morri por isso. E carregava livros pesadíssimos de anatomia.

É muito raro que as pessoas que contratamos cheguem na hora combinada. Se você compra um sofá, ou está esperando as compras, o cara da NET, o técnico de informática, o bombeiro, o senhor que vai colar o seu papel de parede, lamento informar, mas o provável é que você passe um dia inteiro esperando esse povo chegar. Aliás, se eles chegarem você pode se considerar uma pessoa de sorte.

Quando uma pessoa se atrasa, a mensagem que ela me passa é:
" Meu tempo vale mais do que o seu"
"Eu não te respeito"
" Eu me acho muito mais esperto que você"
" Você não merece nenhum sacrifício da minha parte"

Imprevistos acontecem, e costumam me acometer direto, pois sou uma pessoa pontual, mas nem por isso deixo de ter os meus muitos defeitos (muitos mesmo!). Mas quando os "imprevistos" passam a ser diários, alguma coisa está acontecendo, pense nisso.



Queridos leitores novos, que ainda não me conhecem.
Calma, gente, eu sou boazinha, juro. Não se deixem enganar por esse post. 
Aliás, vocês chegaram aqui numa ótima hora! Tomara que gostem do blog, e se marcarmos algum encontrinho de leitores, sejam gentis comigo e...
CHEGUEM NA HORA!!!!
:-)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Irritando Luciana: "É débito ou crédito?"


Cena 1: Posto de Gasolina

Luciana estaciona e pede para o frentista completar com álcool, embora seu marido tenha dito que a gasolina está valendo mais a pena.
Tanque cheio, chega a hora de pagar. Luciana pega o cartão, e entrega para o moço, dizendo:
"É débito, tá?" 
O mesmo assente e sai para buscar a maquininha. Quando volta, pergunta:
"É débito ou crédito?"

Cena 2: Farmácia

Luciana sai para comprar o Aptamil 3 e o Cetrilan do Gabriel. Aproveita e compra também seus remédios de asma.
Chega ao caixa para pagar, saca o cartão e o entrega para a caixa, dizendo:
"É débito, tá?"
A moça enfia o cartão na máquina e pergunta:
"É débito ou crédito?"

Cena 3: Hortifruti

Luciana precisa comprar bananas, mamão e laranja lima para o Gabriel. Depois de separar o que precisa, dirige-se para a fila para efetuar o pagamento. Novamente, pega o cartão e coloca, ela mesma, o objeto na maquininha (Luciana é "safa").
Suspira e diz;
"Débito, ok?"
E a atendente, acreditem ou não, devolve a pergunta:
"É débito ou crédito?"

Conclusões:
1) Devo estar precisando de uma fonoaudióloga, porque claramente as pessoas não estão entendendo / escutando o que eu falo.
2) Ou então elas combinaram entre si de me enlouquecer.
3) Posso estar na TPM  (desde a semana passada).
4) Esse povo anda muito distraído e não prestam atenção no cliente. E fazem isso numa hora crucial do atendimento, que é a hora do pagamento.
5) Me contem, isso acontece só comigo? As pessoas escutam o que vocês falam? 
6) Vocês acham que eu devia mandar fazer um boné escrito em letras garrafais É DÉBITO, e simplesmente entregar o cartão na hora de pagar, e ficar muda, não falar nadica de nada? E, ao ser perguntada, apontar para a minha cabeça, com cara de paisagem?

#prontodesabafei

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Irritando Luciana: Violência contra o ser vivo (homem, mulher, animal, plantas...)


Na última semana em que trabalhei no hospital, antes das festas de final de ano, reparei que uma paciente estava sentada na sala de espera usando óculos escuro. Por sinal, bem bonito. Eu, que já amanheço animada, e faço questão de ir chamar os pacientes pessoalmente sempre que possível, comecei dizendo:
-Bom dia, D. Fulana! Hum... gostei de ver! Está toda misteriosa com esse óculos poderoso!

Nesse momento ela tirou o óculos e começou a chorar. No meio do corredor. Eu não sabia onde enfiar a cara.

- Mas QUEM te bateu?

Ela, como acontece com a maior parte das vítimas, mentiu. Disse que foi um acidente com um ônibus. Mas eu não sou burra. Se tivesse sido isso, ela estaria com raiva e não chorando, magoada, e sem querer se estender no assunto.

Vou dizer uma coisa para vocês. O nome deste post originalmente, ia ser violência contra a MULHER. Mas o mundo anda tão louco e agressivo, que muitas mulheres também agridem seus maridos, seus FILHOS, suas amigas. Quem me garante que essa mulher apanhou do marido, ou de um homem qualquer? Pode ter sido qualquer pessoa, de ambos os sexos.

Uma amiga pediatra me disse que atendeu uma criança na emergência, porque a mãe a fez engolir um ovo fervendo (antes de ficar completamente cozido), só porque ela pediu um pouco de comida aos vizinhos, enquanto a mãe supostamente "trabalhava".

E teve o caso do pai que decepou o braço do bebê de 6 meses, porque o pequeno derrubou a pinga dele no chão.

O mundo está muito violento mesmo. Aproveitem que hoje é dia 23 de dezembro e os shoppings estão lotados, para observar uma série de mini-agressões que começam no estacionamento (briga por vagas, pequenas colisões, etc) e culminam dentro das lojas e corredores.

Um dia desses, eu estava com o Gabriel dormindo no meu colo dentro de um restaurante lotado. Eu estava sentada, na minha cadeira, no meu cantinho, no meu "quadrado". Uma mulher passou toda apressada, cheia de sacolas, e deu uma bolsada na cabeça da criança, que acordou super assustado, e só não abriu o maior berreiro porque é um anjo. Acidentes acontecem. Tenho certeza de que a mulher não esbarrou nele por maldade, mas não poderia ter pedido desculpas?

E a violência gera violência. Pois na hora eu senti uma raiva tão grande, que me deu vontade de atirar o vidro de azeite na cabeça dela, para deixar de ser louca. Mas nesse caso eu estaria me igualando a ela, ou fazendo até pior, porque vingança é coisa que se faz de caso pensado.

Tem a violência psicológica, essa é braba. Porque a pessoa não tem como provar que aconteceu, a não ser que filme ou grave. Conheço uma mulher que tem um marido obcecado pelo peso dela. Ele faz a esposa subir na balança diariamente, e dependendo do peso, ele para de dar dinheiro, cancela viagens, a proíbe de aparecer em festas. Não encosta um dedo nela, mas isso é uma modalidade de violência doméstica, se querem saber minha opinião. A mulher, para poder comer uma caixa de BIS, precisa se trancar no banheiro, e enrolar cada embalagem de chocolate no papel higiênico para o marido não perceber.

Eu também poderia falar da violência cibernética, quando pessoas-ogras se utilizam do anonimato para descarregar suas frustrações e complexos, sem o perigo de serem processadas ou responder por isso de alguma outra forma. Mas acho que falar sobre isso é alimentar o ego dessas pessoas e isso definitivamente é algo que não vou fazer.

São inúmeros casos de violência e/ou intolerância, e durante essa época de festas, qualquer pequena confusão pode se transformar numa tragédia grega.
Vamos ter um pouquinho mais de paciência pessoal, de amor, de perdão. A vida já é muito difícil, e o pior, muito CURTA, para ser desperdiçada dessa forma.

PAZ para 2012!!!

obs. Eu poderia falar horas sobre esse assunto, mas o Anjo acordou...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Irritando Luciana: "Tentar Engravidar"


Este post foi feito em homenagem a todas as minhas leitoras que AINDA VÃO CONSEGUIR engravidar.

Muita gente conheceu o meu drama. Eu fui uma daquelas pessoas que demorou para engravidar. Revendo meus dias de tristeza, cheguei a conclusão de que muitas mulheres passaram por situações infinitamente piores do que a minha. Tem pessoas que levam cinco, dez anos para engravidar. Deus foi bom comigo, pois eu só levei dois anos. E juro, não estou falando isso com cinismo ou ironia.

Por outro lado, se considerarmos que antes de começarem as tentativas, eu passei uns dois anos juntando grana para comprar o enxoval, pode se pensar que fiquei quatro anos no total, entre criar meios para a criança vir ao mundo com um mínimo de dignidade, e a concepção de fato da mesma.

Ou seja, demorou pra caramba!

Na viagem de Las Vegas, em dezembro de 2007, começaram as tentativas. E no início, tudo são flores. Ainda não despedaçaram as suas esperanças. A vontade de fazer a criança ainda não sofreu o baque de meses de namoros programados. Não há tesão que resista a isso. Você vibra com cada notícia de amiga ou parenta que engravida, ao invés de se remoer de ciumes e inveja.
E mesmo que o bebê não venha assim logo de cara, ainda não é motivo de desespero. Mas não se engane. Um dia o desespero chega.

Em maio de 2008, a surpresa: engravidei. A gestação durou duas semanas, pois perdi o bebê logo no primeiro mês. Aliás, eu só fui descobrir que estava grávida, justamente quando perdi o bebê. Acho que foi melhor assim, o sofrimento foi menor. Porem isso tudo aconteceu num fim de semana de feriado prolongado. Eu estava totalmente e completamente sozinha no mundo. Mãe, pai, marido, irmão e avós, todos estavam viajando. Menos eu. E a coisa aconteceu num solitário sabado à noite. Isso foi o pior de tudo.

Fiquei meio traumatizada, perdi muito sangue. Muuuuuito sangue mesmo. Achei que ia morrer de choque hipovolêmico. Pedi a Deus que eu não morresse naquela noite, em que precisei dormir na casa da Giulia (minha afilhada), agarrada ao DOBRINHA (a pelúcia que ela colocou na cama para dormir comigo para eu não ficar triste).

Bom, como vocês podem constatar, não morri. E, desde então, nada de engravidar. Fui a médicos, tirei um pólipo do útero, tomei AGONIADA (uma espécie de água que supostamente ajuda a engravidar, mas NÃO me ajudou), fiz vários exames de controle de ovulação, tomei clomid (um remédio que estimula a ovulação), e os meses continuaram a passar.

E todo-mundo-que-eu-conheço continuou a engravidar. E dali a pouco, as notícias dessas barrigas já não me deixavam tão contente (fui virando uma bruxa). E os namoros programados foram perdendo a graça. E aquela fé inicial foi diminuindo, diminuindo...

Da pressão social não vou nem comentar! As pessoas são muito indiscretas. E falam umas coisas que são verdade, mas que é duro de escutar. Exemplos:

1) O bebê vai vir na hora em que Deus mandar.

2) Quando você relaxar, o bebê chega.
(essa era uma das pérolas que mais me irritavam)

3) Porque você não compra um cachorro?
(claro, até porque ter um filho é igualzinho a ter um canino)

4) Já considerou adoção? Tem tanta criança precisando de um lar e vocês aí tentando trazer mais um para o mundo. Como você pode ser tão egoísta?
(detalhe: a pessoa que me disse isso nunca adotou ninguém)

5) Já tentou ------------- (substitua os tracinhos por tudo o que puder imaginar, como garrafadas, benzedeiras, remédios miraculosos, posições amorosas estilo cirque du soleil, conselhos pra lá de íntimos, etc, etc, etc)

Enfim, depois de um ano tentando, as coisas tendem a ficar mais tensas.
Pessoas bem intencionadas resolvem fazer REUNIÕES DE ORAÇÃO na igreja, pedindo que Deus interceda realizando um milagre. É muito gentil isso, juro, mas quando as pessoas pedem um milagre para você, isso só pode significar uma coisa: você está em maus lençóis, para dizer o mínimo.
(e quando você finalmente engravida, pega mal não convidar a igreja toda para o chá de bebê)

A mulher que está tentando engravidar, me perdoem a franqueza, mas isso aconteceu comigo e não é nada nobre nem bonito, mas depois de um tempo, nós começamos a nos tornar seres invejosos. Todas as notícias de amigas e parentas que engravidam começam a incomodar. E nós nos sentimos péssimas com isso, um ser humano desprezível, afinal esse sentimento é muito baixo astral. Mas ele fica lá escondidinho no fundo do seu coração. E muitas pessoas não admitem que sentem isso, nem sob tortura.
Mas eu não sou de dourar a pílula, nunca me mostrei aqui diferente da pessoa que eu sou. E estou longe de ser perfeita.

O tempo continua a passar e você... nada. Um dia eu desisti. Assumi que iria me tornar uma daquelas mulheres amargas e sem filhos, prometi a mim mesma que nunca mais pisaria num chá de bebê. Aí minha avó faleceu e eu fiquei mais triste ainda. Eu chorava dirigindo, fazendo caminhadas (já ia até de óculos escuros para disfarçar), uma vez abri o berreiro no banheiro de um shopping depois de ver uma mãe embalando o seu bebê no colo. Cheguei no fundo do poço emocionalmente dizendo.

E bem nessa hora... engravidei.
Quando eu menos esperava, um mês após o falecimento da minha avó.
Isso foi mais do que um presente na minha vida, foi um resgate. Não tem definição melhor.
Gabriel resgatou minha alegria de viver, minha fé em Deus, sem contar que me devolveu o tipo de ser humano que eu era, livre de sentimentos pouco recomendáveis, livre do rancor.
Ele foi um presente de aniversário com um significado todo especial, porque garanto a vocês, quando eu me descobri grávida, eu nasci de novo, e voltei a ser a princesa que eu era.

Eu queria muito que esse post tocasse o seu coração, caso você esteja passando pela mesma situação que eu passei.
Deus é como Rexona, não nos abandona.
O SEU DIA VAI CHEGAR, acredite em mim. A cegonha vai trazer o seu filho, independente da rota de chegada, se vai vir pela barriga ou pelo coração.
E enquanto o seu anjo não chega, siga esse conselho:
DURMA TUDO O QUE PUDER!!!!!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Irritando Felipe: "A Chegada do Gabriel"



Meus sobrinhos e afilhados são meus filhos do coração. Disso todo mundo que lê o meu blog já sabe. E assim como alguns filhos morrem de ciúmes quando chega um novo irmão, o Felipe (2 anos) está na maior crise comigo, desde que minha barriga começou a ficar bastante aparente.

A Lara (4 anos) não está assim, muito pelo contrário. Diz que vai ser mãe dele, vive me beijando, me fazendo carinho, pedindo para eu ensinar o Gabriel a chama-la de"Tia Lara", diz que vai me ajudar a cuidar dele... até separou uma chupeta dela pra dar de presente ao priminho. Sem contar os desenhos que ela faz. Estou com a bolsa repleta deles.

(claro, como ela vai continuar a ser a única menina, não vai perder a hegemonia do trono)

Agora, o Felipe... Ele diz que não vai ser amigo do Gabriel porque "o Gabriel é muito mau".
Me ignora solenemente quando me encontra.
Quando chora por algum motivo, não me deixa acudi-lo (prefere que qualquer outra pessoa o pegue no colo).
Diz que não vai emprestar os brinquedos dele para o primo.
Não quer mais falar comigo pelo telefone.
Desconfio que ele vá tentar sufocar o Gabriel se tiver oportunidade.
Essa foto que está ilustrando o post é uma farsa. Na verdade, ele está rindo no colo da mãe. Quando eu percebi que a foto dos dois ia ser tirada, encostei nele mais rapida que um raio, e a fotógrafa Amanda foi suficientemente ninja para clicar o momento antes de ele fazer cara feia pra mim.

Então, pessoal, me respondam. Vocês que já tiveram mais de um filho e precisaram aprender a lidar com ciúmes entre irmãos. O que mais eu posso fazer?

Eu já prometi que o Gabriel vai trazer para ele um dinossauro do Além (que é onde o Gabriel morava antes de vir parar na minha barriga).
Já garantimos que o Gabriel não vai dormir na caminha que ele tem lá na casa da minha mãe (segundo meu irmão, o quarto da minha mãe vai ficar igual à casa da Branca de Neve, cheia de caminhas para os anões, que no caso são os netos).
Prometemos que cada um vai ter o seu apelido, o Gabriel não vai roubar o de ninguem (a Lara é o Denguinho, Felipe é o Príncipe e o Gabriel será o Xodó da Vovó).
E jurei de pés juntos que o Gabriel vai emprestar todos os brinquedos dele.

Agradeço de coração se pudermos trocar umas dicas de como agir neste momento ciúme-descontrol da criançada.

O QUE FUNCIONOU PRA VOCÊS????

(além de colocar um pastor alemão ao lado do berço do recém-nascido para evitar acidentes com primos mais velhos?)


Ops! Os últimos segundos deste vídeo são impróprios para menores...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Irritando Luciana: "Livros"

Podem ficar tranquilos, a gravidez não afetou a minha mente. Eu continuo AMANDO os meus queridos livros. Mas nem por isso o assunto deixa de ser um pouco irritante. Eu explico.

Quando a pessoa é alucinada por leitura, como eu, costuma procurar lançamentos nas livrarias pelo menos uma vez por semana (a quem estou tentando enganar? Eu vou pelo menos umas três vezes à procura de novidade), e nem sempre temos sucesso.

É uma frustração muito grande não encontrar nada que valha a pena ser lido. Eu me sinto como uma viciada tentando comprar drogas na favela do alemão, ou seja, saio de mãos abanando. Na maioria das vezes.

Pior do que esperar um livro novinho em folha de um autor predileto, é acompanhar alguma "série", estilo Crepúsculo. Aí é uma danação só. Juro que algumas vezes eu perco até o sono. Hoje em dia estou mais escolada e só começo a ler livros de séries depois que uns 2 ou 3 já foram publicados.

Mais chato ainda é perceber que aquele autor querido possui vários títulos publicados no exterior que nunca serão publicados por aqui no Brasil. E eu morro de preguiça de ler livros em inglês.

Outra coisa que precisa mudar urgente é o preço abusivo de livros no Brasil. Alguma coisa precisa ser feita para permitir que a população tenha um acesso mais fácil à leitura, já que não temos uma grande quantidade de bibliotecas públicas a disposição do povo.

Precisa mesmo ser uma coisa tão cara? Será que as editoras não podem considerar a hipótese de lançar livros com o papel mais barato, uma encadernação menos dispendiosa para tentar diminuir o preço final das publicações? Ok, já temos uma pequena mudança ocorrendo, já existem os livros Best Bolso e Pocket, mas a quantidade de títulos é ínfima, convenhamos.


E quando a pessoa dá a sorte de encontrar um livro que promete, ao terminar a leitura esse livro precisa ir para algum lugar. Geralmente, a estante. Onde eles se acumulam, proliferam, encalham.

Bem, não no meu caso. De vez em quando, como vocês sabem, eu procuro esquecer livros nos lugares onde passo. Alguns eu deixo guardados debaixo da cama do meu consultório e costumo oferecer aos pacientes, quando penso que determinada pessoa poderia se beneficiar de determinado livro específico (juro por Deus, tem gente que precisa de livros e não só de remédios).

Ou então eu troco de livros com amigos. Só não posso deixar que eles se acumulem nas estantes, porque além da casa ficar feia, vamos encarar, chega a ser um pecado.

Mas uma coisa que me chateia é emprestar um livro e nunca mais tornar a me encontrar com ele. Se eu não te dei um livro, só emprestei, isso significa que vou quere-lo de volta! Caramba! Porque tantas pessoas se esquecem desse detalhe? Atualmente, se eu sinto muito ciúme de um livro, já decidi que não empresto mais.

Outra situação delicada é receber o livro de volta, porem em péssimas condições como a foto abaixo ilustra bem o caso:


O livro "estuprado" é um livro caríssimo de dermatologia. Emprestei para uma amiga estudar. Como tenho o maior carinho por ele, enfeitei com flores e colei uma foto minha com o autor já falecido, do referido livro.

A "abençoada" resolveu descer a serra de Teresópolis com o livro no banco traseiro, embaixo de uma panela de ensopadinho. Ao lado do livro, estava seu bichinho de estimação, um furão. Ao entrar numa curva, a panela escorregou e esmagou o bichinho, deixando no meu livro um rastro eterno de comida misturada com sangue.


O que fazer numa situação desgraçada dessas? Comprar um livro novinho, imediatamente para a pessoa! É por essas e outras que eu nunca peço um livro muito caro ou muito raro emprestado. Imprevistos acontecem.

Pior é que meus livros ssão todos enfeitadinhos, como vocês podem ver na foto abaixo. Eu gosto de rabiscar, colorir, fazer anotações, colar post its, tudo para deixar aquela leitura com a minha cara. Então, ainda que ela me desse outro livro, nunca mais a essência seria a mesma, e isso é muito irritante!
Ela matou o meu livro!

Outro hábito que tenho, é o de escrever, além do meu nome e da data em que foi comprado, as circunstâncias que me levaram a comprar aquele determinado livro. Ou então alguma piadinha, que só eu entendo. Exemplo:

"Luciana Leal / Março de 1998 / Estou chateada porque precisei fazer um exame de sangue e comprei esse livro como prêmio pela minha coragem"

Ou então o que escrevi no livro Cleopatra, a Filha de Ísis:
"Luciana Leal, a tataraneta de Ísis, Maio de 2001"

É divertido, ao reler o livro anos mais tarde, lembrar dessas bobeirinhas (claro que já passei por alguns constrangimentos por conta dessa mania).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Irritando Luciana: "Agredida por Idosos"


Gente, hoje o post vai ser rápido, tipo um desabafo mesmo.

Vocês não tem noção da coisa surreal que aconteceu comigo ontem. Um idoso bateu com o guarda-chuva no meu carro gratuitamente.

Lembram daquele post "Irritando Luciana no trânsito", em que eu reclamava da dificuldade de entrar com o carro na garagem do consultório, porque os pedestres simplesmente não param para deixar o carro passar?

Nessas horas, o segredo é ir avançando com o carro milimetricamente até conseguir entrar na garagem.

Bom. Ontem não foi assim. Tinha um casal de idosos que queria passar e ao invés de avançar milimetricamente, eu parei completamente com o carro para esperar que os donos da calçada atravessassem o carro. Sei lá, vai que um dois cai no chão, preferi parar mesmo com o carro. Assim que ambos saíram da frente do meu carro, comecei a andar devagarinho. DEVAGAR MESMO, tipo tartaruga paralítica.

Só que a velhinha se assustou e o marido louco dela foi atrás do meu carro gritando e bateu com o guarda-chuva na porta da minha mala.

Na hora meu pensamento foi: "Caramba, será que calculei mal e atropelei ou dei um totó na velhinha?". Estacionei o carro, e preocupada, fui para a entrada do prédio para ver exatamente o que tinha acontecido, pois o porteiro estava na porta e assistiu a tudo (e não fez nada).

Nessa hora, os dois já estavam longe e o porteiro me disse que ficou pasmo, que não tinha acontecido nada, que quando eu comecei a andar com o veículo, os dois já estavam a uns dois passos longe do carro.

Foi uma violência gratuita mesmo! Ninguém acha que um idoso vai fazer uma coisa dessas assim, do nada, só porque uma pessoa tomou um susto (tem idoso que se assusta com tudo, deve ser o medo de quebrar o fêmur ou coisa que o valha).

Aí, não pude deixar de pensar: se eu revidasse, se eu fosse uma pessoa nervosinha que saltasse do carro e desse uma guarda-chuvada no velho, adivinhem as manchetes dos jornais:

"Médica agride idoso"

Depois fiquei com raiva até a hora de dormir, porque foi um ato totalmente desnecessário. Se eu tivesse encostado com o carro na senhora, eu saltaria do carro imediatamente para pedir desculpas, e mesmo nessa situação a reação dele não seria justificada.
É bom que ele nunca mais passe na frente do meu carro.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Irritando Luciana"... no prédio onde ela mora


Tudo bem, eu não posso reclamar. Meu prédio é legal e meus vizinhos de porta são ótimos (do tipo que oferecem o bolo de chocolate que acabaram de assar; eu jamais faria isso, pois sou muito egoísta quando se trata de bolos de chocolate).

Mas essa semana aconteceram três eventos independentes que me motivaram a escrever este post.

Tudo começou na segunda-feira. Chego em casa, cansada, louca para me deitar na cama, quando me deparo com um carro marrom-diarréia (nunca vi uma cor de carro mais feia na minha vida, era quase um caramelo) na minha vaga da garagem. Vaga essa, que conseguimos a duras penas, participando de um sorteio que se estendeu para além da meia-noite numa reunião de condomínio.

(Você odeia essas reuniões? Eu adoro. Me divirto horrores vendo as pessoas discutirem por tão pouco. É como assistir ao programa do Ratinho. Só que ao vivo.)

Voltando ao assunto. Dentro da minha ingenuidade, nem cogitei que algum vizinho sem noção tivesse deliberadamente estacionado na vaga principesca alheia. Achei que meu marido havia trocado de carro, após um surto psicótico. Subi para nosso apartamento decidida a brigar com ele. Foi quando eu descobri o que tinha acontecido.

Agora me respondam: porque uma pessoa faz isso? Pedimos educadamente para que nosso porteiro interfonasse para o infeliz alertando-o sobre o fato. Na verdade, minha vontade era de fazer o cara descer imediatamente para tirar o carro-alegórico da minha vaga, mas era tarde da noite e lamentavelmente, eu tenho um pouco de educação.

Na terça, bem na hora em que estava escovando os meus dentes, começo a escutar uma gritaria, com detalhes picantes da vida de um casal. Esses prédios tem umas colunas de circulação de ar que funcionam como verdadeiros telefones sem fio. Ok, fui fofoqueira, mas ainda que eu tapasse os ouvidos, não tinha como não ouvir. Parecia que a mulher estava do meu lado.

Isso já aconteceu outras vezes, numa delas achei que eles estavam trocando sopapos, pois eventualmente escutava um pleft. Em outra, meus vizinhos de varanda tiveram uma briga tão feia, que rolou malinha na porta e tudo. Meu marido disse "ele está blefando, duvido que vá embora". E, de fato, depois os dois fizeram as pazes e hoje nasceu até um filhinho. Que já está andando.

Fico pensando em outros tipos de ruídos que as pessoas escutam. Impressionante como se perde a privacidade quando se mora em prédios. O que me leva diretamente ao que aconteceu na quarta-feira.

Cheguei em casa, ainda era dia. Minha secretária do lar havia faxinado o quarto e abriu as cortinas e janelas para arejar o ambiente. Adoro luz ambiente. Deitei na cama e logo quando fui me espreguiçar, olho para a janela e tomo um mega-blaster susto! Tinha uma espécie de homem-aranha pendurado na minha janela, fazendo consertos na fachada do prédio. Agora, pensem comigo: já imaginaram se eu tivesse fazendo coisa pior? Não pensem besteira, estou falando de, sei lá, arrumar a gaveta de calcinhas. São coisas que fazemos quando ninguém está pregado na sua janela espiando!
Imediatamente fechei a cortina na cara do homem, que ainda me deu um tchauzinho!

Era para ter um aviso sobre esse tipo de conserto pregado em letras garrafais no elevador!

Outras coisas que me irritam em condomínios:

# Pessoas que trazem toda a família, incluindo sogras, cunhados, etc, para fazer "farofada" na piscina do prédio.

# Crianças que batem na sua porta querendo fazer abaixo-assinado. Ou pedindo dinheiro pra fazer algo que só interessa a elas.

# Vizinhos barulhentos, mal-educados, que pegam o elevador três segundos na sua frente e apertam o botão para fechar a porta e te impedir de entrar.

# Gente que tem cachorro, onde o canino: a) fede; b) late como um desesperado; c) anda de elevador social babando na sua perna; d) faz suas necessidades dentro do prédio e o dono não limpa imediatamente; e) tem um dono que não se manca (Uma vez, eu estava cheia de compras num elevador de serviço, incluindo carnes, muitas carnes. O elevador parou no térreo e um cara com um cão enorme, de sei lá que raça, resolveu subir junto. Preciso contar o desfecho da historia? E a culpada ainda fui eu, que não avisei sobre o conteúdo das sacolas. Ex-sacolas.)

# Tem um cachorro que mora no apartamento em cima do que eu moro. Quando ele corre, parece que tem um monte de caranguejos invadindo a minha casa.

# Fofoca. Tudo bem, eu escuto a gritaria. Mas não passo adiante. A não ser, claro, para os leitores do meu blog.

# Síndico mala, ou ausente, ou pior: participativo demais. E as brigas na hora da votação do novo síndico? Eles fazem chapa e tudo, parece eleição para presidente da república!

# E o porteiro que entrega suas multas sempre com um sorriso no rosto? Já repararam?

# Para terminar, o golpe de misericórdia: a caixinha de final de ano, onde você tem que deixar uma grana e ainda escrever ao lado quanto deu e o número do seu apartamento. Acho isso o fim da picada. Dá quem quer, quem pode, o quanto pode e de preferência, sem fazer alarde sobre o fato.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Irritando Luciana"... no trânsito!!!!


Sinceramente, se eu pudesse andar de carruagem, meus problemas no trânsito acabariam.

Bom, para começar, eu não teria que dirigir, pois teria um cocheiro, que inclusive me abriria a porta e me daria a mão para saltar e subir na carruagem. Eu detesto dirigir e tenho a mais perfeita noção de que não dirijo muito bem.


Eu não sei fazer baliza e só estaciono meu carro de modo a sair de frente no shopping. Sair de ré é um exercício de fé para mim (até rimou). Eu tenho que acreditar que vou conseguir e suo frio até o fim.

Ah, e não vamos nem comentar, sobre pessoas que nasceram de uma chocadeira, e que roubam a vaga de quem chegou primeiro na maior cara de pau.


Dentro de uma carruagem, eu não precisaria ver a falta de educação (pra dizer o mínimo) da população, pois fecharia a cortininha da janela e poderia me concentrar em ler um livro, por exemplo. As pessoas quando estão dentro de um carro, devem imaginar que estão dentro de uma bolha, ou algo parecido, e que só elas importam (no Rio de Janeiro, bem que essa bolha poderia ser blindada).


O cúmulo do egoísmo, por exemplo, é você querer mudar de faixa, ver que existe uma boa distância do carro que vem vindo na faixa em que se quer entrar, e perceber que o desgraçado acelera só pra não te deixar passar. O que ele ganha com isso?


E o que dizer daqueles seres que furam filas??? Ai, que ódio que isso me dá! Eu não deixo passar, acho um absurdo. Quer dizer que eu, otária, fico parada que nem uma pastel por vários minutos e tenho que dar passagem a um descarado qualquer, que só ajuda a piorar o bom andamento da fila?


Por outro lado, sempre procuro ceder a vez em cruzamentos, ou quando uma pessoa deseja sair da garagem de seu prédio para mergulhar no caos do trânsito da rua.


E não são só os motoristas que ignoram seus colegas, mas os pedestres, vou te contar! Tem pedestre que pede pra morrer, só faltam andar com uma camisa escrito:"POR FAVOR, ME ATROPELE". São pessoas que atravessam a rua e nem olham se o sinal está aberto para elas, atravessam fora da faixa por pura preguiça de andar, e a coisa que mais me irrita vou contar a seguir.


No prédio comercial onde trabalho, tem estacionamento. Bom, para estacionar o carro, eu preciso fazer o quê? Adivinhe! Passar com o carro sobre a calçada. Ok. Mas quem disse que as pessoas param de andar por, digamos, três segundos, para deixar meu carro passar? Tem gente que aperta o passo ao invés de parar. E se você não for avançando com o carro devagarinho, nunca conseguirá chegar dentro do prédio. Ok, o pedestre tem prioridade, mas convenhamos, se todos os pedestres tiverem sempre prioridade, o carro não anda. Precisa-se de bom senso.


Numa carruagem, eu não precisaria ficar cansando o meu pé real na embreagem (porque poderia me recostar nas almofadas e esticar as pernas). Sim, meu marido e meu pai sempre tentam me convencer a comprar um carro automático, mas é um defeito meu: detesto fazer esforço pra mudar. Um dia, se Jacob Black quiser me ensinar, quem sabe?


Gente, e o tempo que se perde dentro de um carro??? É uma vida, praticamente. E olhem que eu procuro escutar CDs educativos, audio-livros, Cds para treinar inglês e francês...Tornar esse tempo desperdiçado útil de alguma forma. É muito chato, quase um castigo. Diversas vezes, mesmo tendo acabado de trabalhar no consultório, eu fiquei lá, lendo resvistas por umas duas horas, só pra "fugir" do trânsito.


Bater com o carro. É horrível, você sente um gelado que vai subindo lá das pernas e culmina congelando seu coração. Não desejo isso pra ninguem. Vou até parar de falar sobre isso.


Flanelinhas. Pode ser bem encarado, pode ser mal encarado, eu não dou dinheiro. Prefiro gastar mais dinheiro colocando meu carro num estacionamento ou num shopping do que dando R$1,00l para esse pessoal (R$1,00????Uma vez meu marido deu essa quantia pro cara e ele jogou a moeda longe, chamando meu marido de pobre).


Medo. Tenho muito medo daqueles caras que limpam o seu vidro, ainda que você não queira ou não precise. Eles praticamente deitam sobre o seu carro e olham tudo o que tem lá dentro. E são agressivos. Já escutei várias histórias sobre esses seres, desde borrifar ácido no seu carro até quebrar seu limpador de vidros. E a polícia nunca está por perto nessas horas.
Como carruagem não tem vidro (só cortininhas rendadas nas janelas), eu não precisaria me preocupar com isso.


Esse tema não tem fim, concordam? São tantos os absurdos que vemos por aí, tanto egoísmo, falta de delicadeza, agressividade, violência.


O trânsito é uma selva e muitos de nós se comportam como macacos dirigindo carros, ao invés de príncipes e princesas.


Para terminar, um último desabafo: existe coisa mais chata e insuportável que o Detran? Genteee, eles mudam as regras toda hora e não adianta nada. Para renovar carteira de motorista, por exemplo, eu dei sorte, porque tirei a minha numa época que me isentou de fazer novamente a prova, mas quem precisa fazer novamente, perde um tempo precioso na sua vida. Fora o dinheiro que se gasta!


E por falar em dinheiro, carro suga, literalmente, a nossa grana, não é? Odeio pavar IPVA, seguro do carro e principalmente, a gasolina que o bicho bebe. Eu preferia comprar ração para os cavalos brancos que puxariam minha carruagem...

domingo, 11 de julho de 2010

"Irritando Luciana"... no salão de beleza!


Quem me conhece já sabe: assim como a academia de ginástica, eu de-tes-to ir ao salão de beleza.
E olhem que são poucos os serviços que faço lá. Cabelo, eu não pinto. Depilação, não preciso mais fazer (tirei todos os pelos a laser, foi uma das melhores coisas que já fiz na vida).
Até mesmo cortar o cabelo, arrisco cortar eu mesma em casa (a última vez em que um cabeleireiro encostou uma tesoura no meu cabelo foi em Julho do ano passado, tem exatamente um ano!).
Atualmente, só vou ao salão para fazer duas coisas: as unhas e a sobrancelha. E, eventualmente, uma escova e/ou hidratação.


Mas do quê exatamente eu não gosto nos salões?


Primeiro, da perda de tempo, em um mundo onde nosso tempo vale ouro cravejado de diamantes e rubis. Mesmo quando o serviço agendado não atrasa (coisa rara de acontecer), você sabe que vai perder no mínimo meia hora do seu dia (na melhor das hipóteses). Que você poderia gastar vendo televisão ou estudando por exemplo.


Segundo, tem que ter paciência para ficar parada, muitas vezes em uma posição incômoda, enquanto a vida passa fora do salão. Para mim, aqueles trinta minutos sentada feito uma múmia paralítica, equivalem ao extinto castigo de ficar sentada com a cara virada para a parede. É um tédio só! E eu já desisti de tentar ler enquanto faço as mãos. Molha a revista / livro, é difícil virar a página, as pessoas em volta ficam querendo comentar a última fofoca dos famosos, de modo que não dá. Já aceitei isso. E não vamos nem comentar dos programas de televisão. Quando são interessantes, não dá pra escutar nada, seja pelo volume baixo, ou seja pelo barulho dos secadores e afins.


Terceiro: dependendo do salão, a simpatia do staff dificilmente é dosada de maneira satisfatória. Ou são completamente esnobes ou chegam a te chamar de "ném". O que aconteceu com o simples: "Bom dia, Luciana. Está agendada?".
Recentemente, o cara que faz minha sobrancelha mudou de salão. Eu mudei com ele porque só confio nessa pessoa para realizar este trabalho. Que diferença do salão antigo! Esse novo lugar não é tão chique como o anterior, mas as pessoas são mil vezes mais educadas e prestativas do que o outro. Adorei.
Ah, e ninguem merece cabeleireiro-popstar. Até aplausos eu já ouvi para um francês após ele dar a última tesourada. Ninguem me aplaude quando dou a última agulhada no rosto de alguem.


Quarto: o gerúndio. Chega a doer os ouvidos escutar várias vezes que a manicure estará lhe atendendo, o cabelereiro estará te escovando e que você poderá ficar aguardando até que o profissional esteja se liberando... Tudo precedido por um chatíssimo SEnhooora, com ênfase no SE e no oooora.


Quinto: briga, ciúmes ou competição entre profissionais. Eu já vi brigas entre manicures em que fiquei com vontade de confiscar os alicates, com medo de que uma os enfiasse nos olhos da outra. As maiores causas de desentendimentos, na minha opinião, são ciúmes das clientes (quando supostamente a cliente "trai" o seu profissional com outro) e avareza com o seu material de trabalho. Por exemplo, eu não sabia que são as manicures que compram seu algodão, acetona, esmaltes... E que algumas vezes, elas não gostam de emprestar seu material para a colega de trabalho.


Eu só sou fiel ao designer de sobrancelhas, porque tenho medo de fazer com outro e ficar aleijada (a minha é falhada). Mas escova e unha, eu faço com qualquer um (o próximo que estiver disponível) para evitar esse tipo de problema.


Sexto: atrasos. Ai, gente, eu sou meio chata em relação a horários. Muito chata, na verdade. Mesmo no consultório, é raríssimo eu atrasar, e quando acontece, geralmente a "culpa" foi do paciente anterior que se atrasou. Entendo que num salão, que atende uma quantidade muito maior de pessoas, isso aconteça com mais frequencia. Sei que nem sempre a culpa é do profissional. Por esse motivo, ao marcar uma hora, por experiência própria, ou eu sou a primeira ou a última do dia.


Sétimo: gorjetinha. Tema polêmico. Tem gente que dá e gente que não gosta. Quando se tem $ sobrando em casa, é fácil e gratificante sair espalhando dinheiro extra para todos os funcionários que te atendem, mas quando você realiza muitos serviços, essa conta vai ficando cara (e sinceramente, nem todos merecem). Se você colocar na ponta do lápis a conta do salão + o que vai pagar de estacionamento + gorjeta, dá vontade de abrir mão da vaidade, virar monja e se recolher do mundo.


Oitavo: fofocagem. Ok, tem gente que pensa que fofoca de salão é a cereja do bolo, mas eu já escutei comentários tão, mas tão maldosos, que eu cheguei a pensar que estava fazendo as unhas ao lado da madrasta da Branca de Neve. Não estou falando só das fofocas relacionadas às pessoas públicas e ao mundo televisivo, mas de noras falando mal das sogras, esposas de seus maridos e empregadas, moças falando das amigas, amantes ridicularizando esposas, ódio entre cunhadas e madrastas... É uma lista sem fim! Se eu fosse autora de novelas, não sairia de dentro do salão.


Nono: staff anti-ético. Ocorre quando as próprias pessoas que trabalham no salão falam mal de clientes na frente de outras. Eu sei que lidar com o público é difícil. Que existe muita gente sem noção. Mas já escutei cada coisa de fazer medo de gente que acabou de se levantar do meu lado (tipo:"Essa mulher aí, é uma corna mal-amada que o marido trocou pela secretária. Agora fica descarregando as frustrações em cima da gente").


Décimo: risco para a saúde. Isso já foi falado incessantemente neste blog. LEVE SEU MATERIAL. Tem salão que põe o alicate naquela embalagem de autoclave, mas na verdade não estereliza nada (para poupar energia). Pauzinho de laranjeira e espátulas também precisam ser de uso exclusivo seu. E esmalte, idem. Cera reaproveitada, nem pensar. E repare se a esvova do cabelereiro está limpa. Éca.


E mais: o burburinho é irritante, os preços de alguns tratamentos são exorbitantes, ser pressionada para comprar shampoos e afins é desagradável, quando passam uma cliente "mai$ importante" na sua frente é o fim da picada e não gostar do corte ou da coloração dá vontade de morrer. Gente, a lista é interminável e tenho certeza de que vocês têm muito o que acrescentar.


Mas só pra terminar: cliente é um ser complexo. Conta minha manicure, que existem clientes que só descobrem que não gostaram de uma cor de esmalte, depois que ela passou em todos os dedos da criatura. Tem outras que já estão quase acabando de limpar o esmalte e decidem passar o mesmo esmalte que outra cliente está usando, obrigando a manicure a recomeçar novamente. Tem gente que é complicada mesmo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Irritando "Luciana Young" ... no avião!


Resolvi escrever esse post porque durante a minha última viagem a São Paulo, meu vôo de 50 minutos foi infernal. Aliás, o título desse post poderia ser perfeitamente "UM CAPETA NO CÉU, PORQUE NEM O DIABO ATUROU".

Sabe gente que viaja com o casal de filhos / netos / sobrinhos / mal-educados? Pois eu tive esse azar. Eram três cadeiras e nelas estávamos sentados, eu no corredor, a avó com morte cerebral (ou pelo menos parecia estar, pois ficou imóvel e muda a viagem toda) no meio e o capeta na janela. Na fileira atrás de nós, estava a diabinha júnior, sozinha. E do outro lado do corredor, os pais adormecidos.

Vocês me conhecem, sabem que eu gosto de crianças. Gosto não: amo. Independente de serem da minha família. Mas esse garoto, desde o segundo em que se sentou na poltrona, eu logo vi que o vôo seria loooooongo, ainda que não durasse nem uma hora.
Começou abrindo e fechando a janela (sempre fazendo muito barulho) umas 687 vezes. Depois de enjoar da "brincadeira", ele descobriu a mesinha dobrável da poltrona da frente. Começou a fazer a mesma coisa com a mesinha. Dez minutos depois, já com o avião decolando e toda a tripulação afivelada e pronta para levantar vôo, o garoto descobre que pode irritar os outros afivelando e desafivelando seu cinto de segurança.

Depois, com o avião já começando a voar, ele soltou definitivamente o cinto de segurança, se levantou e gritou U-HU, como se estivesse numa montanha russa. A avó... nem olhou para o lado. Resultado: advertência da comissária de bordo.

Quando o serviço de bordo começou a ser servido, a irmã começou a correr pelo corredor e o garoto resolveu imitar a irmã. Devia estar se sentindo um siri na lata ou algo parecido. O problema dele é que a minha cara dizia claramente "não pense que você vai ficar sentando e levantando do seu assento, porque certamente eu vou dificultar as coisas para o seu lado".

Ele percebeu que não iria se criar comigo e eu nem precisei emitir uma palavra a respeito. Já estava me sentindo a Dra. Bruxa. Mas ele resolveu seu "problema", sabem como? Pulando a poltrona, como se fosse uma corrida de obstáculos. E, aparentemente, ele gostou do "esporte", porque começou a pular pra lá e pra cá, como se fosse um macaco.

E, claro, desnecessário dizer, que ao pular para o meu banco de trás, ele e a irmã ficaram chutando a minha cadeira, a ponto de a minha cabeça perder o contato com o banco. A avó... nem tchum! Os pais, nos braços de morfeu (a mãe era super periguete)...

Quando pousamos finalmente, o garoto resolveu acordar o seu pai. A maneira que escolheu pra fazer isso foi bem singela: deu-lhe um tremendo tapa na cara. O estalo foi tão alto, que metade do avião escutou. O pai oligóide disse: "puxa, filho, não é legal bater na cara do papai...", com uma voz mais melosa do que a do homem prateado do Pânico. O garoto respondeu: "ah, pai, mas eu bati devagarinho!".

Quando estávamos na fila para sair do avião (essa fila me irrita horrores) o garoto foi chutando minhas canelas até eu finalmente conseguir escapar daquele inferno e me afastar rapidamente dessa família de desajustados. Se eu não fosse uma princesa, não responderia pela integridade física do garoto.

Outras situações irritantes em aviões:

# Check-in tumultuado/ com funcionários mal-humorados

# Atrasos de vôo (principalmente quando não estou com um bom livro para ler)

# Comida de avião (a impressão que eu tenho, é que a pessoa responsável por bolar o menu, odeia comida)

Meu melhor lanche em ponte aérea foi servido pela -pasmem!- webjet. Comi uma fatia de pizza de calabresa (que não estava borrachuda) e como sobremesa, um brigadeiro gigante. Não acreditei em meus olhos!

# Cobertores que não cobrem, a não ser que você seja um pigmeu (por esse motivo, eu sempre viajo bem agasalhadinha e com meias)

# "Colegas de poltrona" sem noção, ou que roncam, ou que ficam pedindo as suas coisas emprestadas (canetas, revistas, hidratantes, até remédio de nariz já me pediram, que nojo)

# Detesto sentar na janela, principalmente em vôos longos. Tenho vergonha de incomodar a pessoa que está sentada no corredor quando quero ir ao banheiro. Algumas vezes o coitado está dormindo, você tem que "pular" a criatura, e geralmente esse "pulo" envolve muito contato corporal pelo pouco espaço existente. É quase uma lap dance aérea. Além disso, sentando no corredor, eu consigo esticar as pernas para o lado.

# O espaço entre as cadeiras chega a ser indecente!

# Conexões, ninguem merece.

# Fila da imigração, idem.

# Bagagens extraviadas. Nunca aconteceu comigo e desconfio que eu precisaria de tratamento psicológico para o resto da vida, se uma mala minha cheia de compras da Sephora "desaparecesse" pelo mundo.

# Ai, gente, desabafa também!!!! O que irrita vocês no avião????
OBS. RESPONDI A TODOS OS COMENTÁRIOS DO POST DE DERMATITE ATÓPICA!!! OBRIGADA PELA PACIÊNCIA!!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Irritando "Luciana Young" ... na academia!


Adoro a Fernanda Young! E como existem muitas coisas no mundo que me irritam, pensei em fazer um desabafo-virtual eventualmente no meu blog. Sintam-se convidados a fazer o mesmo.
Hoje eu vou reclamar sobre fatos que acontecem na academia de ginástica.

A primeira coisa irritante sem dúvida nenhuma é o fato de eu precisar ir à academia. Sejamos honestos, a roupa é desconfortável, a pessoa faz força, paga todos os pecados e sai de lá suada e descabelada. Sinto uma inveja branca de pessoas que gostam de academia. Que são viciadas em exercício. Um dia eu chego lá.

Outra coisa que eu detesto é aturar gente que pede para revezar no aparelho. Aceito numa boa quando a academia está cheia (é até compreensível), mas no último domingo, o lugar estava vazio e um senhor parecia que estava me perseguindo. Bastava eu me sentar para ele chegar com a pergunta fatídica "vamos revezar?". Que saco! Me deu uma vontade de perguntar "o senhor acordou carente hoje?".

Lá pelo terceiro pedido (quando a minha cara já estava pouco amigável), ele falou assim "nossa, parece até que eu estou te perseguindo ou te paquerando. Mas é que minha série é intercalada..."

Ao que eu respondi "tudo bem, mas tem outra cadeira extensora aqui ao lado, ó..."

Sabem o que ele me disse? "Mas eu gosto é dessa em que você está sentada."

Me levantei de lá e disse: " Ok, fique com ela!"

Sentei na cadeira que foi rejeitada e... pessoal, não tinha nada errado com ela. Era cisma mesmo do senhor. E isso acontece direto! Pôxa, pare de me acompanhar porque eu não sou novela.

Outra situação irritante: quando a pessoa tem tendência a suar profusamente e deixa o aparelho todo encharcado. Tem cadeiras que concentram verdadeiros lagos de suor! E olhem que eu malho numa academia onde a maioria do publico é composto por gente aba$tada (lamentavelmente, isso não é sinônimo de educação). Pior é que quando secamos tudo e realizamos a primeira série, o que acontece? O "dono" do suor pede para revezar...

E gente que não arruma os pesos? Fica tudo no chão, espalhado, pedindo para você tropeçar neles, quebrar uma perna e ficar meses sem malhar engordando.

Mudando de assunto: é só na minha academia ou na de vocês as pessoas gostam de desfilar peladas dentro do vestiário? Super entendo a criatura sair do chuveiro e se enxugar do lado de fora do box, aliás banheiro foi feito pra isso mesmo. Mas tem gente que se pesa... seca o cabelo no secador... passa creme no corpo todo... desembaraça o cabelo... guarda a roupa suja na sacola... tudo isso como veio ao mundo, e eventualmente esbarrando em você.

Ainda no quesito banheiro: não tolero quem urina na tampa do vaso sanitário. Não tolero e sinceramente não sei como se faz. A mulher precisa fazer xixi em pé pra conseguir essa proeza. E tem que ser completamente cega para não enxergar a abertura do vaso sanitário. Sem contar a cara de pau em sair e deixar tudo lá para a próxima cidadã ou limpar ou tentar se esquivar do material biológico. Essa reclamação também serve para qualquer outro banheiro de uso coletivo. Mulher que faz isso merece ter um homem que não abaixa a tampa do vaso e cair lá dentro. Prontofalei.

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minhapele@ig.com.br, Rio de Janeiro, Brazil
Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.

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