Outro dia encontrei uma amiga (muito íntima) no shopping, e, para a minha surpresa, ela estava carregando sacolas e mais sacolas de compras. Todas com calcinhas, sutiãs e camisolinhas. Tinha sacola da Renner, da Fruit de la Passion, da Loungerie, etc.
Minhas perguntas iniciais:
- Arrumou um amante?
- Vai montar uma loja de roupas íntimas?
- Está participando de algum concurso?
- Enlouqueceu?
- Está pagando alguma promessa?
- É macumba?
- Resolveu adotar um time de futebol de periguetes órfãs?
- Resolveu adotar um time de futebol de periguetes órfãs?
- ???
A resposta: nenhuma das alternativas anteriores. O marido dela fez um comentário meio cínico-pejorativo-irônico, quando estavam se vestindo para ir trabalhar, e ela, ao invés de se sentir ofendida, calçou as sandálias da humildade e reconheceu um fundo de verdade no que ele estava dizendo. Não que o marido dela fosse o modelo de cueca da Calvin Klein, mas ela sentiu que ela mesma estava insatisfeita com o rumo que as suas roupas íntimas haviam tomado. E toda ação encontra uma reação. E a reação dela foi essa, ir às compras.
Ela decidiu que não is mais esperar o dia dos namorados, o sábado à noite ou o aniversário de casamento para se sentir sensual. Mesmo porque, ela não estava precisando da aprovação de ninguem.
No dia seguinte, ia fazer compras. Quando o marido viu a lingerie, perguntou onde é que ela ia daquele jeito.
Ela respondeu que ia fazer compras com a empregada, nada demais. E desde esse dia, a cada dia (e noite) ela colocou um modelo diferente (ainda bem que ela teve esse "surto" no início do mê$). Depois de alguns dias, o marido abriu o verbo. Achou que ela tinha arranjado um amante. Que aquela não era a mulher dele. E que ela nem estava tentando disfarçar.
Rindo muito, ela respondeu que não tinha mesmo nada a esconder. Que tinha se apaixonado mesmo por uma pessoa, ela mesma. Que resolveu investir em si própria para se sentir melhor, mais bonita, mais feminina. E que ele deixasse de ser um mané e aproveitasse.
Nessa semana, ela malhou com mais força de vontade. Usou o hidratante duas vezes ao dia. Passou blush para ficar em casa. Namorou o marido quatro vezes na mesma semana (um record para quem está junto há 10 anos). E me contagiou.
Estou contando a historinha verídica aqui para te contagiar também.
Pijama + calcinha bege a partir desse momento, estão reservados para aqueles dias.
Neste site tem um texto que é a redenção das mulheres que vão dormir de pijama (site impróprio para menores de 18 anos!).
































