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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Outubro Rosa


Oi pessoal!!!
Primeiro preciso me desculpar pelo longo período de inatividade no blog, estava enrolado com mudança de apartamento, obras e MUITO trabalho...
Este mês de Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama e acho muito oportuno um post sobre o assunto.

Bom, antes, para variar, um pouco de história... Sempre quis trabalhar com cirurgia estética. Fiz minha formação em cirurgia plástica com um dos melhores cirurgiões de face do mundo, o Dr. Ronaldo Pontes, porém, ainda no primeiro ano de residência um dos staffs do serviço perdeu um de seus auxiliares (não, o cara não morreu, ele era de Minas e resolveu voltar para sua cidade...), aí eu entrei na jogada.
Era uma residência não remunerada e eu já estava querendo casar, daí a oportunidade de acompanhar um cirurgião e ganhar um dinheirinho. Esse staff era o Dr. Affonso Accorsi, excelente médico, sério e competente, só tinha um problema...Ele praticamente só fazia reconstruções...de mama.

Bem, pensei, legal. Aprendo estética com o Dr. Ronaldo e reconstrução com o Dr. Affonso. Terei uma formação completa! E depois que me formar vou fazer só estética!
Só que me apaixonei pela cirurgia reconstrutora.
Hoje faço as duas, mas a cirurgia reparadora continua muito presente na minha vida, principalmente a de mama que nunca escondi ter uma predileção especial.
Aprendi nesses anos a importância da mama para a mulher. O sentimento de mutilação após uma mastectomia é devastador para a autoestima, por isso sempre que possível optamos pela reconstrução imediata.

Todos sabem da importância do autoexame e dos exames de imagem, notadamente a mamografia e a ultrassonografia, porém sobre esses dois últimos vale uma explicação. Mamas muito densas (pacientes jovens) são melhor visualizadas pelo ultrassom, ao passo que mamas mais gordurosas (pacientes mais idosas) se beneficiam da mamografia. Portanto se você tem 25 anos não adianta muito fazer mamografia, o melhor exame é o ultrassom, e se você tiver 75 anos, também não adianta muito fazer ultrassom, o melhor é a mamografia, deu para entender?

Quando a Angelina Jolie surpreendeu o mundo realizando uma mastectomia subcutânea bilateral, muitas pacientes me questionaram sobre um exame chamado BRCA 1 e 2. Trata-se de um gene, na verdade um onco-gene que é específico para o câncer de mama. A atriz americana perdeu a mãe para o câncer e baseado no resultado desse exame resolver profilaticamente realizar a operação, e aí vale mais uma explicação: O exame deve ser realizado em quem já tem a doença. Eu explico. Por exemplo, se você tem sua mãe diagnosticada com câncer de mama, é nela que deve ser dosado o BRCA 1 e 2, pois se der positivo significa que ela tem grande chance de transmitir o onco-gene a seus descendentes, ou seja você. Deve ter sido isso que aconteceu coma Angelina Jolie. Este exame está disponível no Brasil, mas não sei se algum plano de saúde cobre, particular custa em torno de R$2000.

Em relação às reconstruções propriamente ditas, sempre preferimos a reconstrução imediata com prótese, porém em algumas situações (possibilidade de radioterapia no pós-operatório, tumores avançados com metástase e algumas outras), preferimos aguardar o tratamento da doença para só então pensar em reconstrução.

Nos casos de reconstrução tardia, existem inúmeras técnicas, desde retalhos mio-cutâneos com o reto abdominal (usamos a barriga para fazer uma mama!), retalhos com o músculo grande dorsal, uso de expansores, enfim, uma infinidade de possibilidades.
Por fim vale lembrar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento com uma equipe multidisciplinar. Mastologista, oncologista, radioterapeuta, cirurgião plástico e psicólogo devem trabalhar juntos.
Um grande abraço a todos e aproveitem este Outubro Rosa!
Luiz Felipe

sábado, 15 de dezembro de 2012

Passando a limpo... A Lipo!


Pessoal,
Este talvez seja o tema mais controverso em cirurgia plástica. Muito devido aos mais diversos tipos de máquinas que prometem resultados melhores, mais seguros, rápidos e indolores, mas... será que é isso mesmo?

A Lipoaspiração já nasceu com a comunidade científica torcendo-lhe o nariz, e foi na França, na década de 70, que o Prof.Yves Gerard Illouz desenvolveu a técnica e operou os primeiros pacientes.

A lipo foi apresentada aos brasileiros no XXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica em 1980 em Fortaleza, e recebeu muitas críticas na época, sendo inclusive tachada de "prática criminosa".

Porém, os resultados eram notórios e a comunidade científica aos poucos foi aceitando mais a nova modalidade terapêutica, e em 1982, no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, o próprio Prof.Illouz operou uma paciente na frente de uma platéia atônita. 
Na época usava-se cânulas muito grossas, algo em torno de 5cm, hoje usamos de 3mm a 4mm, mas no resto a técnica não mudou muito.

Aí veio a mídia, os "cirurgiões artistas" querendo aparecer, a indústria (milionária) de máquinas hospitalares e começou uma verdadeira bagunça.

Bom, primeiro vou falar da técnica tradicional, preconizada por Illouz lá nos anos 80.
A cirurgia de lipoaspiração não é uma cirurgia para perda de peso, nunca foi. Ela corrige anomalias de contorno corporal conhecidas por "gordura localizada", ou seja ela é muito bem indicada para aquela pessoa que perdeu peso, não consegue perder mais, e ainda apresenta alguns depósitos de gordura.

Outro engano que as pessoas cometem é achar que a lipoaspiração trata flacidez. Se a/o paciente apresentar um grau de flacidez importante, a lipo não está indicada.
Na verdade, qualquer área do corpo que tenha gordura pode ser aspirada, já vi meu professor Dr.Ronaldo Pontes aspirar a nuca de um paciente! Mas ele pode...

A anestesia na lipoaspiração deve ser bem criteriosa. Se vamos aspirar várias áreas do corpo com mudança de decúbito e etc, a geral é, sem dúvida a mais indicada. Não só pela segurança do paciente estar "na mão" do anestesista, como pelo conforto e relaxamento que promove.
Claro, se vamos aspirar pequenas áreas, como joelhos, pescoço, entre-coxas (separadamente, lógico), podemos fazer a cirurgia com anestesia local e sedação.
Para a região abdominal e toda a parte inferior do corpo, desde que não haja mudança de decúbito, a peridural pode ser usada também, mas na minha prática clínica, raramente uso.

O pós-operatório é dolorido sim. Não tem jeito. Mas vou explicar o porquê disso.
É o seguinte: Quando vamos aspirar, devemos fazê-lo na camada mais profunda da gordura, aquela que se comunica diretamente com os músculos, de modo que mantendo a camada mais superficial evitamos irregularidades de contorno e nódulos, além de evitar necroses de pele, mesmo assim algumas irregularidades podem ocorrer e deverão ser tratadas na fisioterapia no pós-operatório.
O problema é que, como atuamos na gordura profunda, sempre "machucamos" o músculo com a cânula e a dor que as pacientes sentem depois, é justamente dessa injúria à musculatura.

Claro que fazemos um esquema de analgesia bom para dar conforto (analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares), mas uns 2 ou 3 dias de dores não tem jeito...

O uso de cintas compressivas por 30 dias e drenagem linfática logo no terceiro dia também fazem parte do pós-operatório.
A boa notícia é que, dependendo da sua atividade, em 5 dias pode-se retornar ao trabalho. Eu fiz lipo numa quinta-feira e segunda-feira estava no hospital trabalhando (morrendo de dor, mas tava - vocês tem que me dar um desconto porque sou homem, logo, um pouco mais frouxo para dor).

Os roxos também são frequentes e aí é uma questão muito pessoal. Tem gente que fica muito, tem gente que fica pouco. O fato é que enquanto houver equimose (roxo), não confundir com hematoma, a exposição solar deve ser evitada, sob pena desse roxo pigmentar e aí é MUITO difícil sair.

Bom essa é a boa e velha lipoaspiração tradicional que se bem indicada, exames pré-operatórios ok, médico preparado, ambiente hospitar, provavelmente será muito bem sucedida, só que...

Alguém falou que lipo era fácil, que não precisava ser feita em hospital, muito menos com anestesia geral, título de especialista em cirurgia plástica? Para quê? Dá para fazer no consultório... E aí nós vemos toda semana a triste notícia da morte de um paciente. 

Em todos os casos de insucesso, algum elo daquela corrente que eu expus lá em cima foi quebrado. Ou a cirurgia não era bem indicada, ou os exames pré-operatórios não foram bem interpretados ou nem pedidos, ou o médico não era cirurgião plástico, ou a cirurgia foi realizada num consultório, é sempre assim, e no fim sabem porque as pacientes escolhem esses "médicos"?
Pelo preço.

E as máquinas? O laser, o ultra-som? A "vibrolipo"? Pois é eles existem.
Já usei todos e cada um tem sua função.
O laser tenho usado muito com os residentes. Sua função é a de promover uma retração melhor da pele diminuindo um pouco a flacidez. Na verdade ele não muda a indicação da cirurgia, ou seja, se a paciente é muito flácida, não vai ser o laser que vai resolver o problema, mas ajuda um pouco. Esbarra no preço. Custa R$2000 por 2h de uso. Sinceramente, acho que não vale à pena...
O ultra-som serve para "derreter" a gordura antes desta ser aspirada, já usei também e não vi muita diferença, e ainda tem o agravante do aparelho poder queimar a pele do paciente, portanto, está fora.
O vibrolipo é divertido. É um aparelho que ligado à cânula promove uma vibração que ajuda na aspiração. Esse ajuda mesmo, mas é muito pesado. Em 1h de cirurgia eu já estava com cãibra nos braços.. .mas funciona mesmo.

Ainda tem a tal da hidrolipo, lipo de "Beverly Hills", entre outras que sinceramente prefiro nem comentar. Essas denominações são formas anti-éticas de seduzir o paciente com algumas "compensações" que a princípio podem parecer vantajosas (sem internação! sem anestesia geral! vai embora no mesmo dia!), mas que na verdade são um risco para a vida da pessoa. É um problema de saúde pública.

A lipoaspiração deve ser encarada como uma cirurgia de grande porte e conduzida com toda a seriedade que ela merece. Devemos agradecer muito ao Prof.Illouz por ter tido a coragem de seguir em frente coma a técnica. Hoje, ele é reverenciado e considerado o verdadeiro pai da lipoaspiração.

Lembro de um momento emocionante na Jornada Carioca de Cirurgia Plástica de 2009, quando o Prof.Illouz foi um dos homenageados do congresso.
Ele foi chamado ao púlpito pelo Dr.Luiz Haroldo Pereira, que era residente do Hospital dos Servidores na época que a cirurgia foi feita em 82, além disso, a própria paciente foi dar um abraço no professor. Foi muito legal.

Um grande abraço!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Mamas... para dar e vender...


Oi pessoal!
Devido aos inúmeros pedidos, aí vai um post sobre redução de mama.
Na medicina, sempre que temos várias técnicas para resolver um mesmo problema, costumamos dizer que nenhuma é realmente boa, caso contrário todo mundo faria só a "boa". Em mastoplastia redutora até uns 30 anos atrás essa máxima era verdadeira.

Quando se estuda cirurgia da mama, percebemos que existe algo em torno de 700 técnicas, mas nunca houve um concenso sobre qual seria a melhor. Foi à partir da década de 60 que alguns cirurgiões brasileiros começaram a botar ordem nesta "bagunça".

Alguns baluartes de nossa especialidade, entre eles Silveira Netto, Arié, Peixoto, Ivo Pitanguy e Liacyr Ribeiro começaram a nortear a moderna cirurgia de redução de mama.
Mas foi com o Dr.Liacyr que a coisa tomou corpo. Ele juntou as marcações em "T" invertido preconizadas por Pitanguy com as manobras de ascenção das aréolas preconizadas por Silveira Netto, com a genialidade de criar um pedículo, na verdade um retalho de derme e glândula, que ao dobrar-se sobre si mesmo, cria uma "prótese" natural que mantém o resultado da mastoplastia por muito mais tempo.

Hoje, na minha opinião, conseguimos montar as mamas com muito mais naturalidade e com resultados mais duradouros, mas ainda não conseguimos fugir da cicatriz em "T". Existem técnicas em que a cicatriz fica apenas na vertical, como o Losângulo, mas são de indicações muito restritas (mamas muito densas e com pouca pele para ser retirada).
Quando o grau de ptose (queda) da mama é muito acentuado não tem jeito.

Uma tendência que tenho observado é a da mastoplastia substitutiva. Onde aquele pedículo que se dobra sobre si mesmo é substituído por um implante de silicone. Com isso conseguimos ganhar um pouco mais de projeção e mais durabilidade de resultados, ainda que às custas de um implante.


Em relação a amamentação, realmente pode haver alguma interferência, ainda que a técnica do pedículo procure preservar uma conexão glandular, os ductos são seccionados e isso pode causar problemas de mastite no caso de uma paciente que vier a amamentar. Porém algumas conseguem.

A anestesia nestes casos é sempre a geral, e aqui não cabe muita discussão. É uma cirurgia longa (em torno de 4 horas) e as técnicas de anestesia local nessa região do corpo (tórax) são muito perigosas com potencial muito grande de complicações, principalmente o pneumotórax (perfuração do pulmão com agulha de infiltração) e parada respiratória (por bloqueio do nervo simpático nos casos de bloqueio peridural alto). Com a anestesia geral nós conseguimos diminuir para próximo de zero as complicações anestésicas.

O pós-operatório costuma ser bem tranquilo. Não é uma cirurgia dolorosa, existe apenas a questão da limitação de movimento dos braços, pois estes não podem ser elevados a mais de 45 graus, e talvez a pior parte, que é ter que dormir de barriga para cima, sem virar de lado ou de bruços por pelo menos 20 dias. Mas as pacientes toleram bem, até porque a redução de mama costuma dar um conforto e uma auto-confiança tão grande que qualquer esforço vale a pena no fim das contas.

Agora deixa eu contar uma historinha engraçada sobre o tema.
Quando eu comecei minha residência em cirurgia plástica, logo me encantei com as cirurgias de mama. Aumento, diminuição, reconstrução pós câncer, tudo me encantava.
Porém, a questão da cicatriz em "T" me incomodava muito.
Um belo dia, resolvi "criar" uma técnica que não tivesse a tal da cicatriz em "T".
Me debrucei sobre livros de anatomia, construí modelos em argila, e cheguei a uma técnica que, para mim, ia "revolucionar o mundo da cirurgia plástica", isso no alto da minha extraordinária experiência de pouco mais de 10 meses de residência.
Fui mostrar, então, minha revolucionária técnica para um professor chamado Dr.Ramil Sinder.
O Dr.Ramil é aquilo que pode se chamar de enciclopédia viva da cirurgia plástica, e se alguém ia me levar à serio, esse alguém era ele.
Após mostrar minha tese, ele olhou para o papel com desenhos e esquemas, e depois para mim. Aquele olhar eu lembro até hoje. Acho que só um pai olha assim para um filho, ou um verdadeiro PROFESSOR, e disse:
- Parabéns Luiz Felipe. Está ótimo, mas... Essa técnica já foi descrita em 1923 por Passot, depois, no mesmo ano por Auber. Em 1926, De Quervain aplicou melhorias e em 1942 Thorek modificou novamente. Em 1956, Longracre também modificou, e aí foi abandonada, pois a pele da mama necrosava em 90% dos casos.

Silêncio da minha parte...Estava tendo a primeira de muitas lições de humildade que tive ao longos dos anos.

Depois disso, sempre fiz questão de sentar ao lado do Dr.Ramil nos congressos e me divirto com os comentários que ele faz nas apresentações. Quando algum cirurgião diz que "inventou a mais revolucionária técnica", ele me cutuca e diz baixinho:
- Isso já foi publicado em 1941 na revista neo-zelandeza de cirurgia plástica...

Um abraço
Luiz Felipe

domingo, 2 de dezembro de 2012

Vai um silicone aí?

Oi pessoal !
Confesso que não consegui esperar até segunda para experimentar essa nova "ferramenta" chamada blog. Passei o final de semana pensando em como transmitir informação de qualidade sem ser demasiado técnico. Certamente não herdei o talento para escrever da minha irmã, mas acho que com o tempo vou me acostumar...

Bom, pensei em começar meu primeiro post falando sobre silicone, ou melhor, mastoplastia de aumento.
Os implantes mamários evoluíram muito nos últimos 20 anos. Tanto em qualidade quanto em opções de modelos e tamanhos. Hoje temos basicamente dois tipos de implantes quanto ao revestimento (poliuretano e texturizado), quatro tipos de formato (redondo, cônico, natural e anatômico - que pode ser de pólo superior ou inferior) e ainda dentro desses quatro grupos, mais quatro grupos de projeções (LO-low, MD-medium, HI-high e XH-extra high), cada qual com sua indicação.

Até aqui já deu para perceber o quão complexo é escolher um implante.
Além disso as vias de acesso (cicatriz) que podem ser três: Sulco mamário, peri-areolar e axilar. E o local onde vamos colocar o implante que pode ser atrás da glândula ou atrás do músculo.
Para quem achava que colocar um implante de silicone era só "abrir um buraquinho e enfiar a prótese"- juro que já ouvi isso de uma paciente - pode estar sendo um choque essas informações... Mas não se desesperem. Tudo isso se encaixa de forma perfeita quando se faz uma boa consulta.

Uma coisa muito importante é saber que o implante de 315ml que sua amiga colocou e que ficou lindo, pode ser que para você não fique tão bom. O volume é calculado à partir das medidas da paciente como largura da base mamária, distância da fúrcula esternal (aquele buraquinho que nós temos abaixo do pescoço) até o mamilo, distância do mamilo até o sulco e etc. Em posse dessas informações o cirurgião será capaz de escolher os (sim, os)modelos que ficarão bem em você. Normalmente escolhemos três tamanhos.

Depois disso vamos escolher onde os implantes vão ficar. Se a paciente for muito magra, é melhor colocar atrás do músculo para que não fique visível ou palpável.
Depois a via de acesso. Minha preferência é pela via peri-areolar, mas também gosto de colocar pelo sulco. Só não vejo muita vantagem na via axilar e vou explicar o porquê: primeiro, que por incrível que pareça, é a via que fica mais visível (biquíni ou camiseta certamente vão denunciar a cirurgia), e segundo, que se houver algum problema no pós-operatório (Deus nos livre!), certamente o cirurgião vai ter que abrir ou no sulco ou na aréola para corrigir, pois a via axilar não permite correção de hematomas ou troca de implantes por contraturas e rupturas.

Agora outra dúvida cruel...a anestesia. Em 90% dos casos podemos fazer a cirurgia com anestesia local e sedação, e os outros 10% que se reservam a anestesia geral para o casos de retromusculares, reconstruções de mama, e troca de implantes.
Bem, acho que deu para se ter uma idéia do universo das mastoplastias de aumento. Espero não ter sido muito técnico. Estou à disposição para críticas e dúvidas que surgirem.
um grande abraço e até a próxima... Lipo, pode ser?

PS: Nos próximos posts vou caprichar mais com fotos, esquemas e etc ok?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Antes & Depois da Orelha do Gabriel



Sinceramente? Embora não tenha melhorado 100%, acho que a orelha perdeu bastante aquele aspecto de abano, e acho que valeu a pena. Vamos continuar usando a faixa para dormir durante alguns meses. De resto é curtir o resultado e sentir aquela sensação gostosa de dever cumprido. E isso tudo sem ter submetido meu bebê a uma cirurgia desnecessária, poupando-o de cortes, suturas, etc. Adorei! Recomendo.

obs. Foto do batizado, que minha prima Ju me mandou antes que eu surtasse querendo logo as fotos da fotógrafa.

domingo, 13 de novembro de 2011

Hospital de Anjinhos: Tratamento conservador de orelhas de abano em bebês

Essa foto era para ser a última do post!


Fato: de uma hora para outra as orelhinhas do Gabriel resolveram... ABANAR, por assim dizer. Ele nasceu normalzinho da Silva, mas aproximadamente aos três meses tivemos essa surpresa desagradável.
Não me entendam mal. Eu acho meu filho maravilhoso, com ou sem orelhas de abano. Ele é saudável, alegre e muito bom de se apertar (e GOSTA de ser beijado, coisa rara entre bebês).

Mas vamos logo dar nome aos bois. A sociedade, em especial AS CRIANÇAS, costumam ser cruéis com pessoas que possuem orelhas de abano. Os apelidos são humilhantes, sem contar aqueles puxões de orelha, petelecos... Aiiiiiii... não quero nem pensar.

De posse desses fatos, fomos estudar, pesquisar se existia algum tratamento NÃO CIRÚRGICO, CONSERVADOR, para essa deformidade, e qual não foi a nossa surpresa... EXISTE!!!!

SÓ NÃO É UM PROCEDIMENTO MUITO DIVULGADO, por uma pequena razão. Não é intere$$ante para alguns cirurgiões, porque no futuro eles deixam de operar um paciente com orelhas de abano (se bem que meu curativo custou o preço de uma cirurgia). Além disso, o resultado não pode ser garantido em 100% dos casos, o que pode gerar insatisfação por parte dos pais das crianças, que muitas vezes não conseguem entender que medicina não é uma ciência exata.

Essa é uma técnica japonesa, é completamente indolor e a criança não precisa levar pontos. O médico faz um molde com algodão (e dependendo da deformidade, outros materiais também podem ser usados) e esparadrapo, e fixa a orelha da criança durante um mínimo de dois meses. Essa é a parte mais chata e complicada, depois eu explico o porquê.

As maiores chances de sucesso ocorrem quanto mais novinho for o bebê, pois a cartilagem dele é mais molinha, ainda está sob efeito dos estrogênios maternos. O ideal é iniciar o tratamento no primeiro mês de vida, mas até os seis meses, ainda consegue-se bons resultados.

Como a orelha do Gabriel começou a se deformar com três meses, até descobrirmos uma solução, marcarmos uma consulta, só iniciamos o dele aos QUATRO meses de idade. Ou seja, estamos praticamente no limite.

Mesmo assim, resolvemos tentar. Imaginem que maravilha livrar o seu filho de gozações, humilhações e principalmente, de uma cirurgia, com todos os riscos implicados nela?

Quando descobrimos essa técnica, somente dois médicos faziam no Brasil. Um em São Paulo (que foi para onde levei o Gabriel, de mala e cuia) e outro em Belo Horizonte. Nós, que não somos bobas, prestamos atenção a tudo o que o médico fez no Gabriel, porque com o tempo, o curativo se desfaz, se descola, e nós já fizemos esse molde na orelha dele pelo menos umas cinco vezes desde que iniciamos o tratamento. Ou seja, estamos craques.

Esse procedimento poderia ser feito facilmente por qualquer pediatra em seus consultórios médicos. Fica a dica ;-)

Eu queria muito ter escrito esse post antes, mas fiquei com medo do procedimento não dar certo no Gabriel, e gerar uma expectativa frustrada em outras mamães e bebês com o mesmo problema. Mas da última vez que trocamos o curativo dele (tem um pouco mais de 1 mês), já deu para perceber uma melhora. Daí eu pensei "se eu demorar a escrever este post, posso estar condenando uma criança a perder a chance de tentar uma melhora, como nós fizemos.

Porque o Gabriel mesmo, quase perde a oportunidade, por pura falta de informação a respeito dessa técnica. Quando retirarmos de vez o curativo, independente do resultado, vou mostrar aqui como ficou. E caso não fique totalmente recuperado, não se esqueçam que iniciamos o procedimento razoavelmente "tarde" nele, quase aos 45 minutos do segundo tempo.
Bom, na pior das hipóteses, pelo aprendemos uma técnica nova.

Recadinho: muitas pessoas prendem as orelhas de seus filhos com esparadrapo. Não recomendo que vocês tentem isso em casa. O curativo que aprendemos a fazer é muito mais complexo do que parece, e se você prender as orelhas sem respeitar a anatomia local, pode - QUE MEDO! - causar outras DEFORMIDADES na orelha de seu bebê.

DIFICULDADES QUE TEMOS PASSADO:

1) Quando está com raiva, por qualquer motivo, o Gabriel arranca o curativo da cabeça. Uma vez, pela manhã, ele estava cheio de esparadrapos nos dedos. Preciso manter esse bebê plenamente feliz até o dia 13 de dezembro.

2) A hora do banho devia se chamar "A Hora do Pesadelo". Não podemos molhar o curativo. Então colocamos uma faixa e uma touca. Ele fica igualzinho a um confeiteiro (PRIMEIRA FOTO). E precisamos colocar pouca água na banheira. O cabelinho não fica muito cheiroso.

3) De vez em quando é necessário refazer o curativo. Ele detesta essa parte.

4) As pessoas olham descaradamente, muitas com pena. Já escutei diversas vezes na rua me dizerem "coitadinho", "saúde pro bebê", "será que ele operou a cabeça?", etc. De fato, as pessoas ficam até mais gentis e solidárias, e eu me sinto culpada, pois meu filho está longe de estar doente.

5) Você precisa ter paciência para explicar o que se trata, pois o povo pergunta mesmo. E quando descobrem que a criança está igual a uma múmia por motivos estéticos, muitos nos julgam. Prepare-se para escutar "coitado, usar isso nesse calor!" ou "cruzes, isso deve coçar pra burro!". Mas aí eu te pergunto: se seu filho for dentuço, você não vai colocar aparelho nos dentes dele? Aparelho dói à beça, incomoda, demora meses ou anos até melhorar os dentes, e é mil vezes mais caro. E nós usamos, lógico!

6) Pior do que ser julgada pelos outros, é você mesmo se julgar. Todos os dias passa pela minha cabeça:
- Estou torturando o meu bebê?
- E se não der certo?
- E se eu estiver causando um cacoete de orelha nele, já que ele sempre manipula a orelha quando está com raiva?
- Ele vai ficar chateado de ter um monte de fotos de bebê cheio de esparadrapo na cabeça?
- E se o problema voltar? (FATO: mesmo quando se faz a CIRURGIA, a orelha de abano pode voltar a abanar. É raro, mas acontece...)

AQUI tem um artigo científico sobre isso.
E foi AQUI que descobrimos essa técnica.
Se algum médico souber realizar esta técnica, sinta-se convidado a deixar seu contato nos comentários.

Torçam por nós!!!!

ATUALIZAÇÃO: Estive aqui pensando... Não se fui justa com os cirurgiões plásticos quando disse que eles pouco falam dessa técnica por interesses financeiros.
Recentemente houve o congresso Brasileiro de cirurgia plástica. Meu irmão foi, e pedi que ele ficasse atento a alguma palestra que falasse desse procedimento. Ele me disse que nada foi dito sobre isso, somente a cirurgia mesmo para correção das orelhas.
Então, talvez muitos não indiquem por:
1) Desconhecerem a técnica
2) O público-alvo geralmente é mais velho, e o tratamento é mais eficaz nos primeiros meses de vida
3) Interesses financeiros

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Secret Lift Instant Face and Neck Lift Lifestyle Tapes


É aquela velha história (sem trocadilhos!)... quem não tem cão, caça com gato!
Agora, sem brincadeira, genial esse produto!!!!
Poderiam inventar um similar que levante o bumbum e esconda os adesivos no biquine!!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estética da região genital


Esse assunto está na moda e ainda não foi falado aqui no blog. Na minha opinião, o embelezamento da região genital começou com a depilação a laser na virilha e região anal. O local fica limpo, sem foliculites, e até as manchas melhoram. Agora as mulheres querem mais. Muito mais!
Atualmente tratamos hipertrofia de grandes e pequenos lábios (ninfoplastia), flacidez de grandes lábios, alargamento vaginal pós parto vaginal (perineoplastia), desvio dos lábios vaginais pós parto normal com episiotomia, escurecimento dos lábios vaginais, aumento ou diminuição de gordura no monte de vênus, sem esquecer da restauração do hímem (himenoplastia).
Os procedimentos empregados em cada caso, são vários: lipoaspiração, preenchimentos (implantes temporários ou gordura), cirurgias ginecológicas, laser, e até fisioterapia.
Em relação aos preenchimentos tenho duas novidades (escutei naquele último congresso em que fui no final do ano passado)! Seu queixo vai cair como o meu, aposto.
1) Estão usando implantes nas paredes da entrada da vagina para estreitar o canal vaginal e aumentar o prazer na hora da relação.
2) E também estão usando para projetar o ponto G (lembram dele??? Cercado de polêmicas??) e teoricamente aumentar o prazer da mulher.
Já imaginaram a dor ao recebermos uma injeção no ponto G??? Cruzes!!!
O importante é você saber que existe um tratamento para o seu problema ou complexo.
Como diz a antiga propaganda, incomodada ficava a sua avó!
(Aliás, se ela estiver viva, nem ela precisa ficar incomodada!Vamos combinar assim: incomodada ficava a sua bisavó!)

terça-feira, 24 de março de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Silicone, silicone meu...


Em tempos de carnaval, é impossível não repararmos nas turbinadas que desfilam no sambódromo, pela praia e em todos os cantos do universo, exibindo orgulhosamente os seus, digamos assim...troféus...

Pensando nisso, resolvi dividir com vocês uma reportagem sobre implantes nos seios que está publicada na REVISTA BOA FORMA e que tira algumas das principais dúvidas em relação a esse tipo de cirurgia.

Não vou entrar na velha polêmica "colocar ou não colocar, eis a questão". Tenho certeza de que cada pessoa sabe do que precisa e o principal: conhece onde o seu calo dói... Se for o seu caso, por favor, escolha um cirurgião com todo o carinho, cuidado com os exageros e boa sorte!!!

"Se você está realmente decidida, saiba que vai precisar bancar a repórter investigativa: converse com as amigas que já turbinaram o visual e, claro, escolha um bom cirurgião plástico. Vale marcar consulta com dois ou três profissionais. “Cada cirurgião tem a sua preferência por determinada técnica”, conta Gisela Pontes, cirurgiã plástica, do Rio de Janeiro. Isso não quer dizer que um está certo e o outro errado. “Mas é muito importante que haja sintonia e cumplicidade entre os dois lados para diminuir qualquer frustração com o resultado”, fala José Carlos de Carvalho, cirurgião plástico de São Paulo. Com a ajuda dos três especialistas citados acima, você fica por dentro do assunto, tira suas principais dúvidas e fica ainda mais segura do que quer.

Na segunda consulta com o seu cirurgião, você deve levar exames de sangue e de imagem que atestam que a sua saúde está com tudo em cima e que pode fazer a cirurgia. Depois disso, recomenda-se não beber e não fumar pelo menos nas duas semanas que antecedem a operação. Veja os exames mais comuns:• Hemograma• Teste de coagulação• Função renal• HIV• Eletrocardiograma• Ultra-som de mamas (mulheres com menos de 35 anos)• Mamografia (mulheres acima de 35 anos)

ONDE COLOCAR A PRÓTESE???

Por baixo da glândula: a prótese é colocada entre o tecido mamário e o músculo peitoral. Isso facilita a cirurgia e causa menos dor para a paciente depois da operação. Mas o implante pode ficar aparente se a paciente for muito magra, pois, por ser uma região mais superficial, não há pele suficiente para cobrir as bordas da prótese.

Por baixo do músculo: trata-se de uma técnica mais sofisticada, pois o cirurgião plástico vai precisar chegar até o músculo para alojar a prótese. Como fica instalado de forma mais profunda, o resultado é mais natural, principalmente para mulheres magrinhas. Essa localização também diminui o perigo da contratura capsular, um dos riscos dessa cirurgia e facilita a realização de mamografias. Em compensação, nos primeiros dias depois da cirurgia, a dor é intensa. Outra desvantagem: há maior risco de um deslocamento caso o músculo da mulher seja muito forte.

E A CICATRIZ??

Na mama: o corte é feito nos sulcos abaixo das mamas, o que facilita o acesso até o local onde a prótese será colocada. Em contrapartida, a cicatriz fica mais evidente ao vestir um biquíni e, pior, a região propicia uma má cicatrização para quem tem tendência à quelóide.

Na aréola: a cicatriz fica quase imperceptível, posicionada num meio círculo entre a aréola e a pele da mama. Alguns médicos acreditam, no entanto, que essa via de acesso é contra-indicada para mulheres que ainda não tiveram filhos por dois motivos: o primeiro por não haver sobra de pele na região do mamilo e o segundo por prejudicar as glândulas mamárias numa futura amamentação. Há também a questão da perda de sensibilidade erótica. Os que defendem a técnica, porém, afirmam que nada disso acontece quando corretamente realizada.

Na axila: nenhuma cicatriz na mama é a principal vantagem aqui. O corte é feito nas axilas, local de pouca i-ncidência de quelóide. Por outro lado, existe uma linha de pesquisa que acredita que a formação de uma cicatriz nessa área poderia mascarar a identificação do câncer de mama, pois aí se localizam os gânglios sentinelas, primeiras estruturas a dar um sinal da piora da doença. Há, entretanto, bastante discussão sobre o tema já que muito profissional não acredita nesse perigo quando a técnica é bem feita.

Contratura capsular, o principal RISCO:

Apesar do nome esquisito, você precisa saber do que se trata: é natural o organismo reagir à colocação da prótese formando um membrana fibrosa ao redor dela. Mas há casos em que esse tecido fica grosso, endurecendo ou até deformando o implante. Isso deixa-o com uma aparência artificial e, nos casos mais graves, causa dor.

Hoje em dia, a incidência desse fenômeno é pequena – de 2 a 4% das pacientes sofrem com o problema – graças à qualidade do material das próteses. Sabe-se que, com as texturizadas (com rugas na superfície) e as de poliuretano (uma espuma), o risco da contratura é menor do que quando utiliza-se a prótese lisa. Para tratar a contratura capsular, deve-se retirar o implante e depois colocar outro.

A importância do DRENO:

Apesar de não ser uma norma, algumas pacientes saem da sala de operação com um dreno. É uma espécie de caninho colocado no corte que tem a função de excretar secreções. Além de diminuir a ocorrência de contratura capsular, o dreno mantém a área operada seca e limpa, acelerando a recuperação. Ele é retirado dois dias depois da cirurgia. Antes disso, saiba que não dá para tomar banho.

Para garantir o resultado, você vai precisar de calma para retornar à rotina. Mas o tempo de recuperação depende tanto da técnica do médico como do seu organismo. Veja como é a evolução, em média.

• Repouse em casa nos primeiros dois ou três dias.

• Não troque, mexa ou molhe o curativo até o primeiro retorno ao médico. Isso significa banho de gato nos primeiros dias.

• Remove-se o dreno dois ou três dias depois da cirurgia.

• Você pode voltar ao trabalho depois de sete dias.

• Evite lavar o cabelo sozinha na primeira semana.

• Retira-se os pontos de sete a 14 dias após a cirurgia.

• Você deve dormir de barriga para cima de sete a 14 dias após a cirurgia.

• Evite levantar os braços acima da linha dos ombros durante duas semanas.

• Não dirija por 20 dias para não haver deslocamento da prótese caso aconteça algum acidente.

• Você pode voltar a fazer bicicleta ou caminhar na esteira após três semanas, contando que mexa o mínimo possível os braços e o tórax.

• Natação, ioga, tênis ou musculação para membros superiores só ficam liberados depois de dois meses.

• Tomar sol só após três meses da cirurgia com esparadrapo branco em cima das cicatrizes e muito filtro solar. A exposição sem proteção só é permitida depois de um ano. Isso evita cicatrizes grossas e escuras.

• O resultado final aparece entre três e seis meses. Antes disso, não considere definitivos o tamanho e a consistência dos seios, pois eles podem estar inchados."


Nestes sites você se informa sobre materiais e formatos das próteses:

www.protesesilicone.com.br

http://www.silimedprodutos.com.br

http://www.importmedic.com.br

http://www.eurosilicone.com

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mini-aula sobre Lifting Facial











"Neste artigo, veremos como os cirurgiões plásticos estão prometendo juventude em forma de cirurgia facial. Vamos aprender como o procedimento é executado, quão drásticos podem ser os resultados e quais são os riscos envolvidos. Mas antes de entrarmos nas plásticas faciais, vamos dar uma olhada em como a pele de nosso rosto envelhece.
Conforme vamos envelhecendo, a pele passa por muitas mudanças. As células se dividem mais lentamente. A derme ou a camada mais profunda da pele, fica mais fina. É composta de vários tipos diferentes de tecidos, incluindo elastina e colágeno. A elastina dá elasticidade à pele e o colágeno a mantém firme. Com o tempo, ambas as proteínas começam a diminuir, fazendo que a pele fique flácida. A perda de elasticidade faz que a pele e o tecido subjacente fiquem mais suscetíveis aos efeitos da gravidade. Em vez de voltar para o lugar quando é esticada, a pele cai. Além disso, a composição do músculo e tecido abaixo da pele é modificada, formando rugas.


Uma plástica facial não consegue apagar definitivamente os sinais da idade e não pode consertar todos os problemas, como pálpebras flácidas, sobrancelhas ou descoloração da pele. Para corrigir esses problemas, um paciente precisaria passar por outros procedimentos, como plástica nos olhos, nas sobrancelhas ou peeling químico.
Na próxima seção, vamos aprender exatamente o que ocorre durante uma plástica facial.
Quem são os melhores candidatos a plásticas faciais?

São pessoas com rugas e flacidez na pele da face e pescoço, mas cuja pele ainda tenha um pouco de elasticidade. O procedimento funciona melhor em pessoas na casa dos 40, 50 e 60 anos, mas ainda pode funcionar em pacientes com uns 80 anos.
São recomendadas apenas para pessoas com peso normal e com boa saúde. Pessoas com outros problemas, como problemas de coagulação sangüínea, pressão arterial alta e descontrolada e com tendência a formar grandes cicatrizes, devem consultar seus médicos antes de decidir fazer uma cirurgia.

Uma vez que cada rosto tem formato e contorno específicos, a cirurgia será um pouco diferente em cada paciente. Antes da cirurgia, o médico avalia a consistência da pele do paciente e explica como funciona. Fumantes terão de parar de fumar pelo menos uma semana ou duas antes da cirurgia e continuar sem cigarros por algumas semanas após, pois o fumo inibe o fluxo de sangue para a pele e pode interferir na cicatrização. Também devem evitar aspirina e outros medicamentos que possam aumentar o sangramento.

A maioria dos pacientes recebe anestesia local combinada com um sedativo, para que fiquem acordados mas incapazes de sentir o que está acontecendo. Alguns médicos usam anestesia geral, o que faz o paciente dormir.

Em uma plástica facial tradicional, o médico faz uma incisão que normalmente começa ao redor da linha do cabelo, partindo da têmpora e faz uma curva ao redor do lóbulo da orelha, terminando debaixo da linha do cabelo. Ele também pode fazer uma pequena incisão embaixo do queixo, especificamente para esticar a pele do pescoço.

Primeiro o médico separa a pele da gordura e do músculo que fica embaixo. Ele pode aspirar, por meio de lipoaspiração ou cortar o excesso de gordura para dar ao rosto uma aparência mais suave. Embaixo da pele existe uma camada de tecido chamada de SMAS (sistema músculo aponeurótico superficial). O médico estica essa camada, dobrando-a e puxando novamente sobre ela mesma. Isso levanta as bochechas, dá mais definição às mandíbulas e firma o pescoço.

Finalmente, o médico estica a pele e remove os excessos com uma faca ou laser, da mesma forma que puxamos o carpete para que fique esticado no piso e cortamos os excessos. A incisão é fechada com pontos, suturas ou cola para tecido. Os pontos são situados dentro dos limites da linha do cabelo, para que fiquem escondidos.
A cirurgia pode levar de duas a quatro horas, dependendo da quantidade de tecido e músculo e de procedimentos a serem executados.
A seguir, vamos aprender diferentes técnicas de plástica facial.

A minicirurgia plástica facial é uma expressão usada para descrever procedimentos menos invasivos, que usam uma incisão menor e trabalham em uma área menor do rosto do que uma cirurgia tradicional. Um tipo de minicirurgia plástica facial chamada de "plástica facial de fim de semana" leva esse nome porque muitos pacientes fazem a cirurgia na sexta-feira e já retornam ao trabalho na segunda. Ela melhora a aparência do queixo duplo e da pele flácida no pescoço, mas com resultados menos dramáticos do que uma cirurgia normal. Primeiro, o médico anestesia a parte inferior do rosto do paciente. Em seguida, durante uma ou duas horas, ele faz uma incisão em formato de S partindo da costeleta do paciente, passando ao redor da orelha e indo em direção à parte inferior da linha do cabelo. Ele estica a membrana conjuntiva que fica embaixo da pele, remove o excesso de pele e fecha a incisão com pequenas suturas.

A cirurgia plástica suave trabalha apenas no terço inferior da face, suavizando o pescoço e o queixo duplo. Depois que o médico aplica uma anestesia local na área próxima à orelha, o cirurgião faz uma incisão em formato de S e separa a pele do tecido que fica embaixo. Quando a pele é levantada, os músculos e tecidos subjacentes são puxados. Pelo fato de a área de trabalho ser menor (e conseqüentemente a incisão também), essa técnica leva menos tempo do que a tradicional e o tempo de recuperação também é menor.

Para executar a cirurgia plástica intermediária, o cirurgião faz incisões muito pequenas na linha do cabelo, acima da orelha e também dentro da boca. Durante o procedimento, ele puxa a gordura das bochechas para cima e sobre os ossos salientes para esticar a pele flácida dessa região. Os médicos também fazem esse procedimento usando um endoscópio, uma câmera muito pequena que permite a visualização da área cirúrgica.
A cirurgia plástica facial com cola para tecidos não é um tipo diferente de plástica facial, mas usa uma técnica diferente para fechar a incisão. Em vez de suturas e pontos, o médico pode aplicar uma cola cirúrgica (normalmente cola de fibrina) por toda linha da incisão. A cola funciona como um vasoconstritor, fechando os vasos sangüíneos para parar o sangramento e fechar o ferimento. De acordo com relatos, essa técnica reduz o tempo de recuperação e os ferimentos. Com o tempo, o corpo se livra da cola.

Existem também técnicas de plástica facial empregadas em áreas específicas do rosto. Uma plástica nos olhos remove o excesso de gordura e de pele flácida para reduzir pálpebras caídas, ao passo que uma plástica nas sobrancelhas remove os músculos e solta os tecidos na testa para levantar as sobrancelhas e reduzir as linhas de expressão."

Stephanie Watson. "HowStuffWorks - Como funcionam as plásticas faciais". Publicado em 06 de setembro de 2005 (atualizado em 16 de julho de 2008) http://saude.hsw.uol.com.br/plasticas-faciais.htm (28 de janeiro de 2009)

domingo, 6 de abril de 2008

A Solução para "Orelhas de Abano"


1- O que é a otoplastia?

Esse é o nome técnico da cirurgia da orelha. "Serve para corrigir diversas alterações anatômicas das orelhas, melhorar a forma e diminuir sua proeminência, colocando-as em uma posição mais harmônica em relação às proporções faciais", explica o cirurgião plástico Fabrício Torres (SP).


2 - Qual é a indicação da técnica?

A otoplastia é realizada se a orelha não está nos padrões costumeiros e é mal formada. Isso significa orelhas de abano, ou seja, muito projetadas e abertas, e também aquelas que não têm as curvas internas. De acordo com o cirurgião plástico Bernardo Melman, da Clínica Downton (RJ), essas deformidades podem ser genéticas, devido a algum tumor ou acidente. Nas crianças, o mal pode atrapalhar o desenvolvimento da personalidade. Nos adultos, pode comprometer o desempenho no trabalho e dificultar a ascensão profissional. Por isso, a indicação da cirurgia está intimamente ligada à baixa auto-estima.


3 - Qual é a contra-indicação?

Não há. Apenas a orientação de ser realizada após os sete anos de idade.


4 - Quais são os procedimentos pré-operatórios?

É necessário fazer os exames de rotina, como sangue, coagulação, eletrocardiograma, fezes, urina e raio-x do tórax. Durante a consulta, o médico irá perguntar (e você deve responder com sinceridade absoluta) sobre o uso de medicamentos, drogas, cigarro e bebida alcoólica. "Você precisa lavar o cabelo na véspera da cirurgia e, se o procedimento for realizado sob anestesia geral, fazer jejum de oito a doze horas", esclarece o cirurgião plástico Luis Henrique Bussinger (RJ).


5 - Como é realizada a cirurgia?

Sob anestesia local ou geral, é feita uma incisão atrás da orelha (no sulco entre ela e a cabeça) cerca de 3 a 4 cm. Em seguida, é feito o descolamento e rotação da concha auricular, fixando-a por pontos mais próximos da cabeça. Como se trata de uma região de pele muito fina, a cicatriz tende a ficar quase imperceptível. É utilizado um fio absorvível, que dispensa a retirada dos pontos no pós-operatório. A cirurgia dura em torno de uma hora e meia para os dois lados.


6 - Como é o pós-operatório?

O cirurgião prescreve analgésicos e antibióticos nos primeiros dias e higiene local. A paciente precisa manter as orelhas secas e tomar cuidado com traumas locais no primeiro mês. O curativo nada mais é do que uma faixa (pode-se substituir por lenços e faixas de cabelo para deixar o visual mais moderno e disfarçar a cirurgia), que deve ser usada durante um mês para manter a orelha na posição desejada. Durante os cinco primeiros dias, lave o cabelo com água e sabão neutro. A cicatriz fica protegida com curativos pequenos. O retorno às atividades se dá após cinco dias da cirurgia.


7 - Como manter o resultado?

Após o primeiro mês, poucos cuidados são necessários. Entre eles, ficar atenta a traumas locais e evitar sol, friagem e vento por quatro meses. O acompanhamento médico deve ser mensal durante três meses para que o cirurgião possa acompanhar o processo de cicatrização.


8 - Em quanto tempo é possível notar o resultado?

Ao terminar a operação, a paciente se olha no espelho e percebe a correção obtida, mesmo com o inchaço. Assim que se retira o curativo, já se tem 80% do efeito almejado. Após seis semanas, o resultado será definitivo.


9 - Há necessidade de refazer a cirurgia?

Se houver alguma complicação, é preciso, sim, refazer o procedimento cirúrgico. Mas o resultado é definitivo na maioria dos casos. É importante deixar claro que uma leve assimetria sempre ficará, pois, mesmo as pessoas não operadas e com orelhas normais, não apresentam simetria absoluta. Entretanto, as estatísticas mostram que pode haver recidiva do abano (parcial, geralmente) em 5% dos casos. As recidivas são mais comuns nos adultos e nas pessoas com a cartilagem inelástica (mais dura). Nestes casos, pode ser necessária uma segunda intervenção.


10 - Quanto custa o procedimento?

A cirurgia custa de R$ 4 mil a R$ 6 mil e a faixa compressora de R$ 50 a R$ 120.


FONTE: Revista Plástica & Beleza

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Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.

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