segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
O que você queria saber sobre estrias, mas tinha medo de perguntar...


A estria se forma quando a pele é excessivamente estirada, ultrapassando sua capacidade de distensão. Ela se rompe e suas bordas, ao cicatrizarem, formam uma linha deprimida na superfície da pele.
Os sulcos também podem aparecer a partir do crescimento muito rápido na adolescência, na gravidez, com o uso de corticóides, ou pelo clássico efeito sanfona (engorda-emagrece). Esbranquiçadas ou avermelhadas, as estrias podem ser amenizadas com um ou mais tipos de tratamentos estéticos associados, mas dificilmente consegue-se elimina-las completamente.O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal.
O surgimento das estrias depende também de uma tendência pessoal (genética + azar). Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande.
As vermelhas são estrias recentes (por isso, mais fáceis de tratar) e apresentam tal coloração devido ao rompimento dos vasos sanguíneos da região.
As mais profundas e esbranquiçadas são antigas, como cicatrizes. Nessa fase, os tratamentos conseguem apenas estreitá-las ou atenuá-las.
Tipos de tratamentos
Peeling (Esfoliação química): O peeling utiliza substâncias que levam à descamação da pele superficial, promovendo o crescimento de uma nova pele. Nas fases iniciais das estrias, o peeling com ácido retinóico pode ser usado com bons resultados, mas nas fases mais tardias recomenda-se o uso dos alfa-hidróxiácidos (também podem ser usados nas recentes).
O tratamento é dividido em várias sessões, e pode causar os seguintes efeitos: ardência, coceira, descamação. É importante lembrar que durante o tratamento deve ser evitada a exposição ao sol.
Microdermatoabrasão: Utiliza-se um aparelho capaz de esfoliar ("lixar") a pele, com uma ponta de cristal ou diamante. Ocorre a descamação da pele que recobre a estria, estimulando sua regeneração. Uma grande vantagem dessa técnica é que ela estimula também a produção da elastina, que é responsável pela firmeza e elasticidade da pele. Essa técnica pode ser usada antes de outros procedimentos, como o peeling químico ou a intradermoterapia, pois facilita a penetração dos princípios ativos dessas últimas. O tratamento com a microdermatoabrasão é feito em algumas sessões, e os efeitos podem ser os mesmos que os obtidos com o peeling.
Intradermoterapia (= mesoterapia): Consiste na injeção de substâncias, como o ácido glicólico, a vitamina C ou outras, que estimulam a formação de uma nova pele. A injeção é feita ao longo de toda a estria, com agulhas finíssimas, melhorando a circulação local e a produção de proteínas da pele. Consegue-se com isso a redução da altura e da espessura das estrias. São necessárias várias sessões, e a aplicação pode ser dolorosa. Assim como nos casos anteriores, a exposição ao sol deve ser evitada.
Laserterapia Vascular: A aplicação do laser leva à redução dos vasos sanguíneos nas estrias, reduzindo sua coloração arroxeada, rósea. Leva também ao aumento das proteínas da pele. São feitas várias sessões, com intervalo de 15 dias. Consegue-se atenuar bem a aparência da estria.
Laser CoolTouch: Esse tipo de laser não promove esfoliação, mas age nas camadas profundas da pele estimulando a produção das proteínas epiteliais. São necessárias algumas sessões, rápidas e que não causam ardência, vermelhidão e descamação. Também é utilizado no tratamento das rugas.
Subcisão: Nessa técnica, introduz-se uma agulha grossa e com ponta cortante abaixo da estria, fazendo-se movimentos de vai-e-vem. Isso causa lesões no tecido, levando à formação de novas proteínas que vão preencher os locais onde elas faltavam. Esse tratamento leva à formação de manchas roxas, que representam saída de sangue dos vasos, o que é importante pois também estimula a produção dessas proteínas. Também é usado no tratamento da celulite.
A técnica da subcisão preenche o vazio das estrias com colágeno (tecido em reparação) do próprio paciente. Realizada em ambulatório, o médico anestesia a área a ser tratada e promove um trauma com uma agulha cortante de grosso calibre na porção média da pele (derme) ao longo de toda a extensão da estria. O trauma provoca um sangramento que coagula. É a partir da coagulação que se inicia o processo de reparação do tecido, formando ao final o colágeno, responsável pela recuperação da integridade da pele.
Este tratamento pode ser utilizado para as estrias tardias ou brancas, independentemente da sua causa. E o resultado é muito rápido. Já nas primeiras semanas inicia-se a fusão das estrias mais finas, aquelas com até 2 mm. Se as estrias forem mais largas, a formação de maior quantidade de colágeno demora um pouco mais.
Este tratamento pode ser utilizado para as estrias tardias ou brancas, independentemente da sua causa. E o resultado é muito rápido. Já nas primeiras semanas inicia-se a fusão das estrias mais finas, aquelas com até 2 mm. Se as estrias forem mais largas, a formação de maior quantidade de colágeno demora um pouco mais.
O tempo para a conclusão do processo de reparação da pele geralmente é de seis meses podendo, porém, chegar a um ano. Quanto mais tempo demorar, melhor ficará o resultado. Se a melhora for parcial, o médico indica outra sessão, para que ocorra a sobreposição dos resultados. O que determina o sucesso do tratamento não é a área, mas a largura da estria. Nos deltóides, glúteos, coxas, panturrilhas e dobras axilares o colágeno é formado mais facilmente. Os flancos, dorso e mamas geralmente formam estrias mais largas, que necessitarão de mais de uma sessão para o tratamento.
Após o procedimento, o paciente fica com um curativo por uma semana. Quando ele é retirado, a pele apresentará vergões vermelhos (vasos recém-formados, responsáveis pelo suprimento do novo tecido) na área em recuperação. A partir deste momento, o médico pode associar outros tratamentos que ajudam a agilizar e maximizar a formação de colágeno, tais como: peelings de ácido retinóico e laser de diodo, loções à base de lactato de amônia e vitamina C tópica.
Após o procedimento, o paciente fica com um curativo por uma semana. Quando ele é retirado, a pele apresentará vergões vermelhos (vasos recém-formados, responsáveis pelo suprimento do novo tecido) na área em recuperação. A partir deste momento, o médico pode associar outros tratamentos que ajudam a agilizar e maximizar a formação de colágeno, tais como: peelings de ácido retinóico e laser de diodo, loções à base de lactato de amônia e vitamina C tópica.
Hidroxiapatita com metilcelulose: É uma técnica nova e ainda pouco utilizada. Desenvolvida por brasileiros, consiste na injeção dessas substâncias na região da estria, fazendo com que os tecidos ao redor dela produzam mais proteínas que vão preencher o espaço morto. O tratamento é indolor e eficaz em até 70% dos casos. Os efeitos colaterais são mínimos, consistindo apenas em uma vermelhidão local nos dias seguintes à aplicação. São necessárias pelo menos 6 aplicações.
Lasers Ablativos: O CO2 fracionado, o Fraxel e o Pixel também podem ajudar a amenizar o aspecto das estrias. Dificilmente se consegue um bom resultado com somente uma sessão.
Carboxiterapia: A Carboxiterapia é o termo conhecido na terapêutica subcutânea(hipodérmica) do Anidro Carbônico - CO2 – Gás Carbônico. Uma vez que a carboxiterapia também estimula a formação de colágeno e novas fibras elásticas, ela pode ser indicada para o tratamento de estrias.
O tratamento utiliza o CO2 - anidro-carbônico, um gás atóxico, não embólico e presente normalmente em nosso corpo como intermediário do metabolismo celular. O CO2 puro medicinal é o mesmo utilizado corriqueiramente em cirurgia videolaparoscopica (para promover a dilatação abdominal), histeroscopia e como contraste em arteriografias.
A ação farmacológica do anidro carbônico sobre o tecido está muito bem estudada. Promovendo a vasodilatação local, com conseqüente aumento do fluxo vascular e da pressão parcial de oxigênio (pO2), há redução da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, resultando em maior quantidade deste disponível para o tecido, melhorando a micro-circulação, a oxigenação dos tecidos (potencialização do efeito Bohr), ajudando a dissolver os nódulos de celulite e a ruptura das células de gordura e das traves fibrosas das estrias.
Está registrado nas normativas da Comunidade Européia desde 2002 (CE 0051). Está definido como dispositivo medico, classe II b e apresenta padrões "standard" de qualidade aplicada e segurança. Este mesmo equipamento tem aprovação de comercialização e uso pelo F.D.A. Americano e Ministério da Saúde Brasileira (ANVISA) - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Há grande número de publicações científicas a partir dos anos 50.
Como se prevenir
Após todo o empenho em amenizar ou até mesmo eliminar a aparência cicatricial das estrias, é importante mudar hábitos e tomar certos cuidados para evitar o aparecimento de novas lesões na pele.
Algumas sugestões: Manter o corpo bem hidratado. Beber pelo menos 2 litros de água por dia e usar um creme hidratante à base de água. Esses cremes devem ser ricos em emolientes à base de colágeno, elastina, lipossomas, alfa-hidróxiácidos, uréia, lactato de amônia e óleos vegetais. A melhor lubrificação melhora a resistência da pele contra a ruptura das fibras. Usar sempre protetor solar. Evitar oscilações muito grandes no peso. Ativar a circulação da pele é importante, com jatos de ducha quente e fria alternados. Evitar o uso de roupas apertadas e o tabagismo. Praticar atividades físicas regularmente, mas com moderação. Utilizar sutiãs adequados, pois ajudam a sustentar o peso dos seios. Alimentar-se bem, ingerindo quantidades adequadas de frutas e vegetais frescos. A vitamina C presente nesses alimentos é um importante antioxidante e ajuda na formação das proteínas da pele.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O que é RINOFIMA?

Como comentei no post de rosácea, Rinofima é a complicação mais temível e desfigurante desta doença. O nariz torna-se bulboso e grotesco, resultado da hiperplasia das glândulas sebáceas e telangectasias.
Pode ser predominantemente do tipo glandular, fibroso ou fibroangiomatoso.
Além da rinofima, outras "fimas" podem ocorrer: a metofima (fronte edemaciada), a blefarofima (edema das pálpebras), a otofima (nos lobos da orelha, que ficam parecendo uma couve-flor) e a gnatofima (acomete o queixo).
O tratamento é difícil e algumas vezes frustante. Tenta-se cirurgia ou lasers ablativos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Sobrinha "Gênia"

Essa eu tinha que contar!!!
Hoje liguei para a minha sobrinha de 2 anos e 3 meses e sabem o que ela me disse (que derreteu meu coração e o meu cerébro)?
"Tia Luzinha, você é uma princesa!!!"
Saiu assim, espontaneamente, não precisei obriga-la nem nada.
Será que o fato de eu usar meus vestidos de formatura, casamento, etc, juntamente com coroas (assim mesmo, no plural), pode ter influenciado a cabecinha dela de alguma forma?
Em tempo: ela é muito esperta, fala pelos cotovelos, parece um papagaio com hipertireoidismo, e aparentemente me conhece como ninguém!
Ninguém merece ter rosácea!!!!


Estou devendo um post sobre rosácea desde o ano passado, mas não esqueci do prometido.
Vou começa-lo com más notícias para nós mulheres. Isto porque, a partir da terceira década de vida (embora nada impeça de acontecer antes), a doença acomete principalmente o sexo forte (que obviamente, é o feminino).
Porém, os pobres dos homens que estão felizes com a informação, podem parar de comemorar, pois no caso de vocês, é comum ocorrer uma dramática complicação, que é a rinofima.
O que causa a rosácea?
A comunidade científica ainda não juntou todas as peças deste quebra-cabeça (= não se sabe ainda a causa), mas existem condições que reconhecidamente provocam ou agravam esta patologia. São elas: alimentos picantes, calor, álcool, traumas, exposição solar, fortes emoções, hipertensão, infestação por Demodex...
A definição que consta no livro (Fitzpatrick) sobre rosácea é a seguinte: "disturbio acneiforme crônico das unidades pilosebáceas faciais, associado à hiper-reatividade dos capilares ao calor, resultando em ruborização e por fim formação de telangectasias. Embora essa doença fosse conhecida anteriormente como acne rosácea, não há qualquer relação, embora possa coexistir com a acne, que pode preceder o aparecimento da rosácea."
Existem graduações de acordo com a severidade da rosácea:
Grau I: existe somente eritema
Grau II: existe eritema, pápulas e pústulas
Grau III: as lesões inflamatórias tornam-se mais exuberantes e coalescem. Posteriormente a fibrose e hiperplasia das glândulas sebáceas provocam um peculiar aumento de volume local, a temida phyma, que no nariz, causa a rinofima.
Tratamento: variam de acordo com o grau da rosácea e precisam ser prescritos pelo médico. Existem pessoas que se curam, outras voltam a ter surtos de rosácea ao longo da vida. Geralmente rosácea de grau I melhora muito com Luz Pulsada.
Existem cremes que podem ser usados juntamente com o tratamento farmacológico prescrito pelo médico. No Brasil, um dos que eu mais gosto é o Roseliane. Evite usar sabões irritantes e ácidos ultra-poderosos onde existe rosácea.
Boa sorte e paciência!!!!
Aleluia!!!! Meu computador ficou pronto!!!!
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- Luciana Leal
- minhapele@ig.com.br, Rio de Janeiro, Brazil
- Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.
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